Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Em um plantão na maternidade, nasce uma criança com 33 semanas de um parto emergencial realizado devido a complicações maternas. O recém-nascido apresenta-se sem respirar e frequência cardíaca de 80 bpm ao nascimento. Após a recepção, estímulo tátil e realização das manobras iniciais, não há melhora significativa na frequência cardíaca ou início da respiração espontânea.Com base nas diretrizes de reanimação neonatal mais atuais, qual é a sequência correta de ações que devem ser tomadas para a reanimação desse neonato prematuro?
RN prematuro sem respiração/FC <100 → VPP com FiO2 30%, oximetria. Se FC <60 após VPP efetiva → intubar e compressões.
Em prematuros, a VPP deve iniciar com FiO2 de 30% e ser guiada por oximetria de pulso para evitar hiperóxia. As compressões torácicas são indicadas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, geralmente após intubação e VPP efetiva.
A reanimação neonatal é um procedimento crítico, especialmente em prematuros, que representam um grupo de alto risco para complicações respiratórias e cardiovasculares ao nascimento. A adesão às diretrizes atualizadas é fundamental para reduzir a morbimortalidade. Em prematuros, a transição para a vida extrauterina é mais desafiadora devido à imaturidade pulmonar e cardiovascular. A ventilação com pressão positiva (VPP) é a intervenção mais importante, e a FiO2 inicial deve ser cuidadosamente ajustada (30%) e guiada por oximetria para evitar tanto a hipóxia quanto a hiperóxia, que podem ser prejudiciais. A frequência cardíaca é o principal indicador de resposta à reanimação. Se a FC permanecer abaixo de 60 bpm após VPP efetiva e via aérea segura (idealmente intubação), as compressões torácicas devem ser iniciadas, coordenadas com a VPP na proporção 3:1.
Os passos iniciais incluem recepção, estímulo tátil, aspiração de vias aéreas se necessário e posicionamento. Se não houver resposta, iniciar VPP.
Em prematuros, a VPP deve ser iniciada com uma FiO2 de 30%, ajustada subsequentemente com base na oximetria de pulso.
As compressões torácicas são indicadas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de VPP efetiva com via aérea segura.
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