UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Com relação ao atendimento do recém nascido maior que 34 semanas em sala de parto, é CORRETO afirmar que:
Mesmo em partos de baixo risco, RN pode precisar de reanimação. Pediatra treinado deve estar presente em todo nascimento.
A necessidade de reanimação neonatal pode surgir inesperadamente, mesmo em partos considerados de baixo risco. Por isso, a presença de um profissional treinado em reanimação neonatal, como um pediatra, é fundamental em toda sala de parto para garantir uma resposta rápida e eficaz, otimizando os desfechos do recém-nascido.
O atendimento ao recém-nascido em sala de parto é um momento crítico que exige preparação e expertise da equipe médica. Embora a maioria dos nascimentos ocorra sem intercorrências, uma parcela significativa de recém-nascidos, mesmo aqueles provenientes de gestações consideradas de baixo risco, pode necessitar de alguma forma de assistência ou manobras de reanimação. Estima-se que cerca de 10% dos recém-nascidos necessitem de alguma intervenção para iniciar a respiração e 1% precise de reanimação mais complexa. Essa imprevisibilidade ressalta a importância da presença de um profissional de saúde treinado em reanimação neonatal, como um pediatra, em todas as salas de parto, independentemente do risco gestacional. A avaliação inicial do recém-nascido baseia-se na respiração, frequência cardíaca e tônus muscular. As manobras de reanimação seguem um algoritmo padronizado, com a ventilação com pressão positiva (VPP) sendo a etapa mais crucial e eficaz para a maioria dos recém-nascidos que não iniciam a respiração espontaneamente ou apresentam bradicardia. A intubação traqueal, embora uma manobra avançada e importante em cenários específicos, como falha da VPP por máscara ou necessidade de aspiração de mecônio em RN não vigoroso, não é a manobra mais importante de forma geral, sendo a VPP a que mais impacta a sobrevida e a redução de sequelas neurológicas. A prontidão da equipe e a capacidade de realizar as manobras de forma rápida e correta são determinantes para o prognóstico do recém-nascido, enfatizando a necessidade de treinamento contínuo e a presença de profissionais qualificados em todos os nascimentos.
A presença de um pediatra ou profissional treinado em reanimação neonatal é crucial em todos os partos, pois mesmo em gestações de baixo risco, cerca de 10% dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de assistência e 1% necessita de manobras de reanimação mais complexas. A prontidão para agir rapidamente é vital para o prognóstico do bebê.
As manobras iniciais incluem o fornecimento de calor, posicionamento da cabeça para abrir vias aéreas, aspiração de secreções se necessário, secagem e estimulação tátil. A avaliação da respiração, frequência cardíaca e tônus muscular guia os próximos passos, sendo a ventilação com pressão positiva a manobra mais importante se o bebê não respirar ou tiver bradicardia.
Não, a manobra mais importante na reanimação neonatal é a ventilação com pressão positiva (VPP). A intubação traqueal é indicada em situações específicas, como falha da VPP por máscara, necessidade de aspiração de mecônio espesso em RN não vigoroso, ou para administração de medicações, mas a VPP é a medida inicial mais eficaz para a maioria dos casos.
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