Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Menino nasce de parto cesárea de emergência devido a sofrimento fetal agudo detectado ao monitoramento. Nasce de 36 semanas, hipotônico e envolto em mecônio espesso. Foi conduzido à mesa de reanimação, colocado sob calor com a cabeça em leve extensão, sendo aspiradas boca e narinas, enquanto seco, em 30 segundos. Após os procedimentos iniciais, mantém respiração irregular e frequência cardíaca de 80 bpm. O próximo passo a ser realizado na reanimação desse recém-nascido deve ser:
RN com FC < 100 bpm após procedimentos iniciais → iniciar VPP.
Em um recém-nascido com sofrimento fetal e mecônio, após os passos iniciais, se a frequência cardíaca estiver abaixo de 100 bpm, o próximo passo crucial é iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP) para otimizar a oxigenação e ventilação.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para auxiliar recém-nascidos que não conseguem estabelecer uma respiração e circulação adequadas ao nascimento. Aproximadamente 10% dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de assistência para iniciar a respiração, e cerca de 1% precisa de manobras mais complexas. A rápida e eficaz intervenção nos primeiros minutos de vida é crucial para prevenir sequelas neurológicas e reduzir a mortalidade infantil. A fisiopatologia da depressão neonatal frequentemente envolve hipóxia intrauterina, que leva à bradicardia e à incapacidade de iniciar ou manter a respiração. O diagnóstico de um RN que necessita de reanimação é clínico, baseado na avaliação rápida da respiração, frequência cardíaca e tônus. O "golden minute" (primeiro minuto de vida) é o período crítico para realizar os passos iniciais: prover calor, posicionar, aspirar (se necessário), secar e estimular. Se após esses passos a FC for < 100 bpm ou houver apneia/gasping, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada. O tratamento na reanimação neonatal segue um algoritmo sequencial. Após a VPP, se a FC permanecer < 60 bpm, devem-se iniciar as compressões torácicas coordenadas com a VPP. A intubação traqueal pode ser necessária para VPP ineficaz, aspiração de mecônio em RN não vigoroso (embora menos comum atualmente) ou para administração de medicações. O prognóstico depende da causa da depressão, da idade gestacional e da prontidão e eficácia da reanimação. Pontos de atenção incluem a técnica correta da VPP, a monitorização contínua da FC e o uso criterioso de medicações como adrenalina.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça, aspirar boca e narinas se necessário, secar e estimular o recém-nascido. Isso deve ser feito nos primeiros 30 segundos, o "golden minute" inicial.
A VPP deve ser iniciada se, após os passos iniciais, o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular ou gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto.
Em recém-nascidos com mecônio espesso, a aspiração de rotina da traqueia não é mais recomendada. A conduta depende da vitalidade do bebê: se vigoroso, apenas os cuidados de rotina; se deprimido (hipotônico, FC < 100 bpm), iniciar VPP.
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