HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Considere a seguinte situação clínica para responder à questãoGestante com diagnóstico de doença hipertensiva da gestação, dá entrada no centro obstétrico com 29 semanas de idade gestacional, em pré-eclâmpsia e com sinais de sofrimento fetal agudo, sendo submetida a parto cesáreo. Ao ser extraído, o recém-nascido está hipotônico e não apresenta movimento respiratório.Após o clampeamento do cordão o recém-nascido foi levado para a mesa de reanimação, colocado sob fonte de calor radiante, em saco plástico e com touca, posicionado em decúbito dorsal com o pescoço em leve extensão e monitorado. Após esses procedimentos iniciais realizados no primeiro minuto, verifica-se que o recém-nascido apresenta frequência cardíaca de 120 bpm, movimentos respiratórios espontâneos, porém com sinais de desconforto respiratório, saturando 67%. Nesse momento está indicado
RN com FC > 100 + respiração espontânea + desconforto respiratório → CPAP em sala de parto.
Após os passos iniciais, se o RN mantém FC > 100 bpm e respira, mas apresenta sinais de desconforto, o CPAP estabiliza a capacidade residual funcional sem necessidade de VPP imediata.
A reanimação neonatal segue um fluxograma rigoroso baseado na resposta do recém-nascido às intervenções. O primeiro minuto ('Golden Minute') é crucial para estabelecer a ventilação pulmonar. Se o RN apresenta FC > 100 bpm e movimentos respiratórios, a prioridade muda de 'ventilar' para 'estabilizar'. O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é a ferramenta de escolha para manter os alvéolos abertos, melhorar a relação ventilação-perfusão e reduzir o trabalho respiratório em neonatos com pulmões imaturos ou com líquido pulmonar persistente. É fundamental monitorar a saturação de oxigênio pré-ductal (membro superior direito) para guiar a oferta de O2 suplementar, evitando tanto a hipóxia quanto a hiperóxia.
O CPAP é indicado para recém-nascidos com idade gestacional ≥ 34 semanas (ou prematuros conforme protocolo) que, após os passos iniciais, apresentam frequência cardíaca superior a 100 bpm e respiração espontânea, mas mantêm sinais de desconforto respiratório ou saturação de oxigênio abaixo do alvo para o tempo de vida.
A Ventilação com Pressão Positiva (VPP) é mandatória se o recém-nascido estiver em apneia, respiração irregular (gasping) ou se a frequência cardíaca estiver abaixo de 100 bpm, independentemente do esforço respiratório.
Os passos iniciais incluem prover calor (berço radiante), posicionar a cabeça em leve extensão, aspirar vias aéreas (apenas se houver obstrução evidente) e secar o paciente (exceto prematuros < 34 semanas que vão para o saco plástico).
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