Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
Recém-nascido, sexo masculino, 38 semanas de idade gestacional, filho de mãe com diabetes gestacional, nasce por parto cesárea, com macrossomia fetal. O líquido amniótico é claro. O bebê nasce flácido, com ausência de movimentos respiratórios, sendo colocado em berço aquecido, secado e estimulado. Ele apresenta frequência cardíaca de 65 bpm, sem esforço respiratório, sem resposta reflexa, tônus diminuído e pele pálida, sendo iniciado ventilação com pressão positiva (VPP) em ar ambiente. Após 30 segundos de VPP, a frequência cardíaca evolui para 85 bpm. Seguindo as Diretrizes de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, qual deve ser o próximo passo no manejo?
Na reanimação neonatal, se FC < 100 bpm após 30s de VPP, o primeiro passo é checar e ajustar a técnica de VPP antes de escalar o suporte.
Após 30 segundos de Ventilação com Pressão Positiva (VPP) em um recém-nascido e a frequência cardíaca ainda estiver abaixo de 100 bpm, a primeira ação é sempre reavaliar a eficácia da VPP, checando o posicionamento da máscara, a vedação e a técnica de ventilação, conforme as diretrizes da SBP.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para o manejo de recém-nascidos que não estabelecem respiração espontânea e circulação adequada ao nascimento. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são baseadas em evidências e visam padronizar a conduta para otimizar os desfechos. A avaliação rápida e a tomada de decisão são cruciais, especialmente em cenários como macrossomia fetal e mãe com diabetes gestacional, que aumentam o risco de depressão neonatal. Após os passos iniciais de estabilização (aquecimento, secagem, posicionamento, aspiração se necessário e estímulo), a Ventilação com Pressão Positiva (VPP) é a intervenção mais importante para recém-nascidos com apneia ou frequência cardíaca (FC) abaixo de 100 bpm. A VPP deve ser iniciada em ar ambiente, e a eficácia é avaliada pela elevação da FC e melhora da respiração. A cada 30 segundos de VPP, a FC deve ser reavaliada. Se a FC permanecer abaixo de 100 bpm após 30 segundos de VPP, o passo imediato é verificar e otimizar a técnica de ventilação. Isso inclui reavaliar o posicionamento da máscara, a vedação, a pressão aplicada e a frequência das ventilações. Somente após garantir que a VPP está sendo realizada corretamente e, ainda assim, não houver melhora da FC, deve-se considerar aumentar a FiO₂ ou iniciar compressões torácicas, conforme o algoritmo de reanimação neonatal. A compreensão e aplicação correta desses passos são vitais para o residente.
A sequência inicial envolve passos como colocar em berço aquecido, secar, aspirar vias aéreas se necessário, e estimular. Se não houver respiração ou FC < 100 bpm, iniciar VPP. A avaliação da FC é crucial a cada 30 segundos.
A VPP deve ser iniciada se o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular ou gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto após os passos iniciais de estabilização.
Se a FC ainda estiver abaixo de 100 bpm após 30 segundos de VPP, o primeiro passo é checar e ajustar a técnica da VPP (posicionamento da máscara, vedação, pressão, frequência) para garantir sua eficácia antes de considerar outras intervenções.
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