Reanimação Neonatal: Prioridade da VPP e Massagem Cardíaca

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

Na sala de parto a asfixia perinatal pode desencadear vasoconstrição periférica, hipoxemia tecidual, diminuição da contratilidade miocárdica, bradicardia e, eventualmente, assistolia. A ventilação adequada reverte esse quadro, na maioria dos pacientes. Mas, quando não há reversão é provável que a hipoxemia esteja levando à insuficiência de fluxo sanguíneo para as artérias coronárias, o que reduz a função miocárdica e compromete o fluxo sanguíneo pulmonar. Para reverter essa condição, a massagem cardíaca acompanhada da Ventilação com pressão positiva (VPP), restaura o fluxo de sangue oxigenado para o músculo cardíaco. Sobre a massagem cardíaca nessa situação, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A massagem cardíaca é indicada se, após 30 segundos de VPP com técnica adequada, a FC estiver menor que 100bpm.
  2. B) Como a massagem cardíaca diminui a eficácia da VPP e a ventilação é a ação mais efetiva da reanimação neonatal, as compressões só devem ser iniciadas, quando a expansão e a ventilação pulmonares estiverem bem estabelecidas, com a via aérea assegurada.
  3. C) A compressão cardíaca é realizada no terço médio do esterno e a profundidade da compressão deve englobar 1/3 da dimensão anteroposterior do tórax.
  4. D) A ventilação e a massagem cardíaca são realizadas de forma sincrônica, mantendo-se uma relação de 5:1, ou seja, 5 movimentos de massagem cardíaca para 1 movimento de ventilação.

Pérola Clínica

Reanimação neonatal: VPP é prioritária; massagem cardíaca só após VPP adequada e FC < 60 bpm.

Resumo-Chave

Na reanimação neonatal, a ventilação com pressão positiva (VPP) é a medida mais eficaz para reverter a bradicardia e a hipoxemia. A massagem cardíaca só deve ser iniciada se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm APÓS 30 segundos de VPP adequada e com via aérea assegurada, pois as compressões podem interferir na ventilação.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é uma sequência de ações críticas para restabelecer a função cardiorrespiratória em recém-nascidos com asfixia perinatal. A ventilação com pressão positiva (VPP) é a intervenção mais eficaz e prioritária na maioria dos casos de bradicardia e hipoxemia neonatal. A asfixia perinatal leva a uma vasoconstrição periférica, hipoxemia tecidual e diminuição da contratilidade miocárdica, que geralmente respondem bem à ventilação adequada. A massagem cardíaca é uma intervenção de segunda linha, indicada apenas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto (bpm) após 30 segundos de VPP eficaz e com a via aérea devidamente assegurada. A razão para essa prioridade é que a ventilação é fundamental para oxigenar o sangue e, consequentemente, o miocárdio, revertendo a bradicardia de origem hipóxica. As compressões torácicas, se iniciadas prematuramente, podem interferir na eficácia da VPP. A técnica correta da massagem cardíaca envolve a compressão no terço inferior do esterno, com uma profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, utilizando a técnica dos dois polegares ou dos dois dedos. A relação compressão-ventilação é de 3:1 (três compressões para uma ventilação), visando otimizar tanto o fluxo sanguíneo quanto a oxigenação.

Perguntas Frequentes

Quando a massagem cardíaca é indicada na reanimação neonatal?

A massagem cardíaca é indicada se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 bpm, APÓS 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz e com a via aérea assegurada.

Qual a relação compressão-ventilação na reanimação neonatal?

A relação compressão-ventilação na reanimação neonatal é de 3:1, ou seja, três compressões para cada ventilação, para garantir um fluxo sanguíneo adequado e ventilação eficaz.

Qual a profundidade e localização da compressão cardíaca em neonatos?

A compressão cardíaca é realizada no terço inferior do esterno, logo abaixo da linha intermamilar, e a profundidade deve ser de aproximadamente um terço da dimensão anteroposterior do tórax.

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