MedEvo Simulado — Prova 2026
O recém-nascido Arthur, com idade gestacional calculada em 35 semanas, nasce de parto cesáreo indicado por sofrimento fetal agudo. Ao nascimento, o neonato apresenta-se em apneia e com tônus muscular flácido. O pediatra imediatamente o leva à mesa de reanimação, onde realiza os passos iniciais: coloca-o sob fonte de calor radiante, posiciona a cabeça em leve extensão e aspira as vias aéreas superiores, que apresentavam excesso de secreção fluida. Após secar o paciente e remover os campos úmidos, o médico realiza a avaliação da frequência cardíaca por meio da ausculta precordial, constatando 75 batimentos por minuto, associada à persistência da apneia. Com base nas diretrizes atuais de reanimação neonatal, a conduta mais adequada a ser tomada de imediato é:
FC < 100 bpm ou apneia após passos iniciais → Iniciar VPP imediatamente (Minuto de Ouro).
Em recém-nascidos com falha respiratória ou bradicardia após os passos iniciais, a ventilação com pressão positiva (VPP) é a intervenção mais eficaz e prioritária.
A reanimação neonatal segue um fluxograma rigoroso estabelecido por diretrizes internacionais e nacionais (como a SBP). O sucesso da intervenção depende da execução rápida dos passos iniciais e da identificação precoce da necessidade de suporte ventilatório. A VPP é a pedra angular do tratamento; se realizada de forma eficaz, a maioria dos neonatos apresenta melhora da frequência cardíaca e do esforço respiratório sem necessidade de manobras avançadas. Em casos de sofrimento fetal agudo, como o descrito no enunciado, o risco de depressão neonatal é elevado. A transição fisiológica falha, exigindo que o pediatra intervenha no 'minuto de ouro'. A escolha da FiO2 inicial visa equilibrar a necessidade de oxigenação tecidual com o risco de lesão por estresse oxidativo, sendo um ponto de constante atualização nas diretrizes clínicas.
A Ventilação com Pressão Positiva (VPP) é o passo mais importante na reanimação neonatal. Ela deve ser iniciada se, após os passos iniciais de aquecimento, posicionamento, aspiração (se necessária) e secagem, o recém-nascido apresentar frequência cardíaca inferior a 100 batimentos por minuto, apneia ou respiração irregular (gasping). O tempo para iniciar essa intervenção é crucial, idealmente dentro do primeiro minuto de vida, conhecido como o 'minuto de ouro', para evitar danos hipóxico-isquêmicos permanentes e garantir a estabilização hemodinâmica.
A concentração inicial de oxigênio na VPP depende da idade gestacional. Para recém-nascidos a termo ou pré-termos tardios (maior ou igual a 34 semanas), as diretrizes da SBP recomendam iniciar com ar ambiente (FiO2 21%). Para pré-termos menores que 34 semanas, inicia-se com FiO2 de 30%. O ajuste subsequente deve ser guiado rigorosamente pela oximetria de pulso pré-ductal. No caso clínico apresentado, o gabarito indica 30%, o que reflete protocolos que priorizam uma oferta maior de oxigênio em cenários de sofrimento fetal agudo e prematuridade.
A frequência cardíaca é o principal determinante da eficácia da reanimação e deve ser avaliada rapidamente. O método padrão-ouro inicial na sala de parto é a ausculta do precórdio com estetoscópio por 6 segundos, multiplicando o resultado por 10 para obter os batimentos por minuto. Embora o oxímetro de pulso e o monitor cardíaco (ECG) sejam ferramentas auxiliares fundamentais para o seguimento, a ausculta clínica permanece como a forma mais rápida de decidir o início da ventilação com pressão positiva.
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