HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Recém-nascido a termo e adequado para a idade gestacional (39 semanas) apresenta hipotonia e apneia logo após o nascimento. Realizados clampeamento imediato do cordão umbilical e transferência para o berço aquecido. Após as manobras iniciais, verificou-se FC = 80 bpm e ausência de respiração espontânea; iniciada ventilação com pressão positiva (VPP) com máscara facial e balão autoinflável em ar ambiente. Após 30 segundos de VPP, constatou-se FC = 60 bpm e respiração irregular.Qual é a medida indicada neste caso?
VPP ineficaz (FC < 100, respiração irregular) → Reavaliar técnica: máscara, via aérea, pressão.
A persistência de bradicardia (FC < 100 bpm) e respiração irregular após 30 segundos de VPP indica que a ventilação não está sendo eficaz. Antes de escalar para medidas mais invasivas, é crucial reavaliar e corrigir os passos da VPP, como o selamento da máscara, a posição da via aérea e a pressão utilizada, para garantir uma ventilação adequada.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais realizados imediatamente após o nascimento para auxiliar recém-nascidos que não iniciam a transição cardiopulmonar de forma adequada. A asfixia perinatal é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e a rápida e eficaz aplicação das manobras de reanimação, especialmente a ventilação com pressão positiva (VPP), é crucial para o prognóstico. Residentes devem dominar este protocolo. A fisiopatologia da bradicardia e apneia neonatal frequentemente reside na hipóxia e acidose resultantes da asfixia. A VPP é a intervenção mais importante, pois a ventilação pulmonar adequada é o principal estímulo para a melhora da frequência cardíaca e o início da respiração espontânea. O diagnóstico de VPP ineficaz é feito pela ausência de melhora clínica (FC < 100 bpm, respiração irregular) após 30 segundos de ventilação. A suspeita deve ser alta de que a técnica está inadequada. A conduta inicial para VPP ineficaz é a correção dos passos da ventilação: verificar o selamento da máscara, reposicionar a via aérea (manobra de cheirar), aspirar secreções se necessário, e aumentar a pressão de ventilação. Somente após otimizar a VPP e, se a bradicardia persistir (FC < 60 bpm após mais 30 segundos de VPP eficaz), deve-se considerar a intubação traqueal e o início da massagem cardíaca. O prognóstico está diretamente ligado à rapidez e correção das intervenções.
Os sinais de VPP eficaz incluem aumento da frequência cardíaca (acima de 100 bpm), melhora do tônus e da cor, e início ou melhora da respiração espontânea. A elevação visível e simétrica do tórax com cada ventilação também é um indicador importante de ventilação pulmonar adequada.
A VPP deve ser iniciada se o recém-nascido apresentar apneia ou respiração ofegante, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto após as manobras iniciais de estabilização, que incluem aquecimento, posicionamento da via aérea, aspiração de secreções se necessário, secagem e estimulação.
Se a VPP não for eficaz (FC < 100 bpm), deve-se reavaliar a técnica (máscara, via aérea, pressão), considerar a necessidade de oxigênio suplementar, e se a FC permanecer < 60 bpm após mais 30 segundos de VPP eficaz, iniciar a massagem cardíaca, mantendo a ventilação.
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