Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
De acordo com as últimas diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria, na reanimação neonatal de um RN de 38 semanas de idade gestacional, com presença de líquido amniótico meconial, que nasce chorando e com bom tônus, a conduta correta é
RN vigoroso com mecônio → Clampeamento tardio (≥60s) e contato pele a pele. NÃO aspirar vias aéreas.
As diretrizes atuais de reanimação neonatal enfatizam que, na presença de líquido amniótico meconial, se o recém-nascido for vigoroso (chorando, com bom tônus e respiração eficaz), não há necessidade de aspiração de vias aéreas. A conduta é a mesma de um RN sem mecônio: clampeamento tardio do cordão e contato pele a pele.
A presença de líquido amniótico meconial é uma intercorrência comum, ocorrendo em cerca de 10-15% dos nascimentos, e pode estar associada à Síndrome de Aspiração Meconial (SAM). As diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e internacionais têm evoluído significativamente nas últimas décadas, buscando otimizar a assistência ao recém-nascido e reduzir morbimortalidade. Um ponto crucial nas diretrizes atuais é a diferenciação da conduta baseada na vitalidade do RN ao nascer. Se o recém-nascido com líquido amniótico meconial nasce vigoroso (chorando ou respirando efetivamente, com bom tônus muscular e frequência cardíaca > 100 bpm), a conduta é a mesma de um RN sem mecônio. Isso inclui o clampeamento tardio do cordão umbilical (após 60 segundos) e o contato pele a pele com a mãe. A aspiração de vias aéreas (orofaringe ou traqueal) em RN vigorosos com mecônio não é mais recomendada, pois não demonstrou benefício na prevenção da SAM e pode causar complicações. A aspiração é reservada apenas para RN não vigorosos. O foco principal é garantir a respiração eficaz e a estabilidade hemodinâmica, com intervenções mínimas e direcionadas à necessidade real do bebê.
A conduta é a mesma para um RN sem mecônio: clampeamento tardio do cordão umbilical (após 60 segundos) e manutenção do RN junto à parturiente para contato pele a pele, sem aspiração de vias aéreas.
Estudos demonstraram que a aspiração de vias aéreas em RN vigorosos com mecônio não previne a Síndrome de Aspiração Meconial e pode causar efeitos adversos como bradicardia e laringoespasmo.
A aspiração de vias aéreas (inicialmente orofaringe e, se necessário, traqueal) é indicada apenas para recém-nascidos NÃO vigorosos (hipotônicos, com respiração ineficaz ou ausente, ou bradicárdicos) na presença de líquido amniótico meconial.
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