USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Recém-nascido atendido em sala de parto de uma maternidade. Nasceu de parto normal com 40 semanas de idade gestacional, após uma gestação sem intercorrências; bolsa rota há 2 horas, com líquido amniótico meconiado. Imediatamente após o nascimento, o recém-nascido apresentava choro forte, tônus muscular em flexão e cianose generalizada. Foi secado rapidamente, colocado em contato pele a pele com a mãe e o coberto com tecido seco e aquecido. Qual é a conduta imediata mais adequada na assistência a este recém-nascido?
RN vigoroso com líquido meconiado → secar, aquecer, contato pele a pele, e avaliar FC, tônus, respiração.
Em um recém-nascido a termo, com líquido meconiado, mas que nasce vigoroso (choro forte, bom tônus), as condutas iniciais são as de rotina: secar, aquecer, posicionar e estimular, seguido da avaliação dos parâmetros vitais para decidir os próximos passos.
A assistência ao recém-nascido (RN) em sala de parto é um momento crítico que exige conhecimento e agilidade dos profissionais de saúde. A reanimação neonatal segue protocolos bem estabelecidos, como os da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), visando otimizar os desfechos e reduzir a morbimortalidade. A presença de líquido amniótico meconiado é uma intercorrência que demanda atenção, mas a conduta é guiada primariamente pelo vigor do RN ao nascer. No caso de um RN a termo, com líquido meconiado, mas que nasce vigoroso (choro forte, bom tônus muscular, respiração regular), as condutas iniciais são as de rotina: secar o bebê, mantê-lo aquecido (idealmente em contato pele a pele com a mãe), posicionar a cabeça para garantir vias aéreas pérvias e, se necessário, realizar estimulação tátil. Após esses passos, a avaliação dos três parâmetros vitais – frequência cardíaca, tônus muscular e respiração – é fundamental para determinar a necessidade de intervenções adicionais. A decisão de intervir com oxigênio suplementar, ventilação com pressão positiva ou outras manobras de reanimação deve ser baseada na avaliação contínua desses parâmetros. É um erro comum superestimar a necessidade de aspiração de vias aéreas em RNs vigorosos com mecônio, pois estudos demonstram que essa prática não traz benefícios e pode até causar complicações. O foco deve ser sempre na avaliação rápida e na intervenção mínima necessária, seguindo o fluxograma de reanimação neonatal.
Os passos iniciais para um RN vigoroso incluem secar o bebê, aquecê-lo (contato pele a pele ou berço aquecido), posicionar a cabeça para abrir as vias aéreas e, se necessário, realizar estimulação tátil. Após isso, avalia-se a frequência cardíaca, o tônus e a respiração.
Se o RN nasce vigoroso (chora, respira bem, tem bom tônus) mesmo com líquido meconiado, a conduta é a mesma de um RN sem mecônio. Não se recomenda aspiração de rotina. Se o RN não for vigoroso, a aspiração traqueal pode ser considerada após intubação, mas a prioridade é ventilação com pressão positiva.
Os três parâmetros essenciais para a avaliação inicial do recém-nascido são a frequência cardíaca, o tônus muscular e a respiração. A partir da análise conjunta desses parâmetros, decide-se sobre a necessidade e o tipo de intervenção na reanimação.
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