UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Ao nascimento, um recém-nascido a termo, filho de mãe multípara com período expulsivo prolongado, estava hipotônico e em apneia. O recém-nascido foi levado à mesa de reanimação sob fonte de calor radiante e foi iniciada a ventilação com balão e máscara e ar ambiente, mas o paciente mantinha-se em apneia e bradicárdico. Após ajuste da técnica da ventilação e aumento da concentração de oxigênio, o recém-nascido não melhorou. Qual é o próximo passo indicado na reanimação?
RN com VBM ineficaz e bradicardia/apneia → Intubação para ventilação efetiva é o próximo passo.
Em reanimação neonatal, se a ventilação com balão e máscara (VBM) não é efetiva, mesmo após ajustes e aumento de O2, a intubação traqueal é o próximo passo para garantir uma ventilação adequada. A massagem cardíaca só é iniciada se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação efetiva.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para recém-nascidos que não estabelecem respiração e circulação adequadas ao nascimento. Fatores como período expulsivo prolongado podem aumentar o risco de asfixia perinatal. O algoritmo de reanimação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da American Heart Association (AHA) fornece um guia sistemático para essas situações. Após os passos iniciais, a ventilação com balão e máscara (VBM) é a intervenção mais crítica para recém-nascidos em apneia ou com bradicardia. Se a VBM não for efetiva, mesmo após ajustes na técnica e otimização da concentração de oxigênio, a intubação traqueal é o próximo passo para garantir uma ventilação pulmonar adequada e eficaz. A intubação permite uma ventilação mais controlada e a administração de oxigênio diretamente nos pulmões. A massagem cardíaca só é iniciada se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação efetiva, geralmente já com a via aérea avançada estabelecida. A prioridade na reanimação neonatal é sempre estabelecer uma ventilação pulmonar adequada, pois a maioria das bradicardias neonatais é de origem hipóxica.
A intubação traqueal é indicada quando a ventilação com balão e máscara não é efetiva, quando há necessidade de ventilação prolongada, ou para facilitar a administração de medicamentos como a adrenalina.
Após os passos iniciais (aquecer, posicionar, aspirar se necessário, secar e estimular), se o RN estiver em apneia ou gasping, inicia-se a ventilação com balão e máscara. Se a VBM for ineficaz, procede-se à intubação.
A massagem cardíaca é iniciada se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto, APÓS 30 segundos de ventilação com pressão positiva efetiva, geralmente já com via aérea avançada (intubação).
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