HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Recém-nascido (RN), com idade gestacional de 35 semanas, apresenta respiração fraca, tônus muscular flácido e cianose generalizada logo após parto cesárea de emergência por descolamento prematuro de placenta, sendo levado para a mesa de reanimação. Após aquecimento sob fonte de calor radiante e posicionamento adequado da via aérea, o RN apresenta frequência cardíaca abaixo de 60bpm e respiração ineficaz. Qual deve ser a próxima conduta na sequência da reanimação neonatal desse RN?
RN com FC < 100bpm e/ou respiração ineficaz após medidas iniciais → Iniciar VPP com ar ambiente (21% O2).
Após as medidas iniciais (aquecimento, posicionamento, aspiração se necessário) em um RN com FC < 100 bpm ou respiração ineficaz, a próxima etapa é iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP) com ar ambiente (21% de oxigênio), enquanto se monitora a frequência cardíaca e a saturação de oxigênio.
A reanimação neonatal é uma sequência de ações críticas e coordenadas para auxiliar recém-nascidos que não iniciam a respiração espontânea ou apresentam sinais de depressão ao nascimento. A avaliação rápida e a intervenção precoce são fundamentais para prevenir morbidade e mortalidade. O algoritmo de reanimação neonatal é baseado na avaliação da respiração, frequência cardíaca e tônus muscular, guiando as condutas progressivamente. Neste cenário, o recém-nascido prematuro (35 semanas) apresenta respiração fraca, tônus flácido e cianose, com FC < 60 bpm e respiração ineficaz após as medidas iniciais de aquecimento e posicionamento. A próxima etapa crucial é a ventilação com pressão positiva (VPP). As diretrizes atuais recomendam iniciar a VPP com ar ambiente (21% de oxigênio) para a maioria dos recém-nascidos, incluindo prematuros tardios, e ajustar a concentração de oxigênio com base na oximetria de pulso, que deve ser instalada prontamente. A VPP eficaz é a manobra mais importante na reanimação neonatal. Se, após 30 segundos de VPP eficaz, a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, as compressões torácicas devem ser iniciadas, coordenadas com a ventilação. A intubação e a administração de adrenalina são consideradas em etapas posteriores, se a FC persistir abaixo de 60 bpm apesar da VPP e compressões torácicas adequadas. O monitoramento contínuo da frequência cardíaca e da saturação de oxigênio é essencial para guiar as decisões e a progressão do algoritmo.
Iniciar com 21% de oxigênio (ar ambiente) é importante para evitar a hiperóxia, que pode ser prejudicial, especialmente em prematuros. A concentração de oxigênio é ajustada posteriormente com base na oximetria de pulso para atingir os alvos de saturação.
As compressões torácicas são indicadas se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de VPP eficaz e coordenada com a ventilação.
Os passos iniciais incluem aquecimento sob fonte de calor radiante, posicionamento da via aérea, aspiração de secreções se necessário, secagem e estimulação tátil. A avaliação da respiração e frequência cardíaca guia as próximas condutas.
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