INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Você é chamado para prestar assistência neonatal durante um parto no qual foi constatado sofrimento fetal com líquido amniótico meconial. O Recém Nascido nasceu com Apgar 2 (Frequência cardíaca = 1 e Frequência Respiratória = 1). A conduta inicial, conforme as normas vigentes de Reanimação Neonatal, é:
RN não vigoroso + mecônio → Aspiração traqueal (norma 2011) + VPP imediata se necessário.
Em 2011, a conduta para RN deprimido com mecônio era a aspiração de laringe e traqueia antes da ventilação para prevenir a síndrome de aspiração meconial.
A reanimação neonatal em sala de parto exige decisões rápidas baseadas na vitalidade do recém-nascido e na presença de fatores de risco como o líquido amniótico meconial. Historicamente, o mecônio era visto como uma emergência obstrutiva que exigia 'limpeza' traqueal antes da ventilação. Este cenário clínico descreve um RN com Apgar 2, bradicardia extrema e apneia, configurando um estado de asfixia grave. O conhecimento da evolução dos protocolos é essencial para o residente, diferenciando as práticas históricas das atuais, onde o foco mudou da desobstrução mecânica para a oxigenação e ventilação rápidas.
De acordo com as normas de 2011, se o recém-nascido apresentasse líquido amniótico meconial e não estivesse vigoroso (frequência cardíaca < 100 bpm, tônus muscular flácido ou respiração ausente/irregular), a conduta inicial obrigatória era a visualização da laringe e a aspiração da traqueia sob visão direta com tubo endotraqueal antes de qualquer manobra ventilatória. O objetivo era remover o mecônio da via aérea inferior para evitar que a ventilação por pressão positiva empurrasse o material para os alvéolos, causando pneumonia química ou obstrução mecânica grave.
Um recém-nascido é considerado não vigoroso quando apresenta pelo menos um dos seguintes sinais logo após o nascimento: esforço respiratório ausente ou irregular, frequência cardíaca inferior a 100 batimentos por minuto ou tônus muscular diminuído (hipotonia). Na presença de líquido meconial, essa classificação era o divisor de águas para decidir entre a aspiração traqueal imediata ou apenas os cuidados de rotina no colo materno, visando minimizar o risco de síndrome de aspiração de mecônio (SAM).
Nas diretrizes mais recentes (PALS/SBP), a aspiração traqueal de rotina para RNs não vigorosos com mecônio não é mais recomendada como primeira etapa. A evidência atual sugere que a prioridade deve ser o início precoce da ventilação por pressão positiva (VPP) se o RN não respirar, pois o atraso na ventilação para realizar a aspiração pode agravar a hipóxia e a acidose. No entanto, para fins de provas baseadas em protocolos antigos ou específicos da época, a aspiração traqueal ainda é frequentemente citada como a resposta correta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo