Reanimação Neonatal: Clampeamento e Contato Pele a Pele

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026

Enunciado

Recém-nascido com 35 2/7 semanas nascido de parto normal com choro forte e bom tônus muscular. Segundo as últimas diretrizes da Sociedade de Pediatria e do Programa de Reanimação Neonatal, a conduta ideal para esse paciente será:

Alternativas

  1. A) Clampeamento imediato de cordão umbilical, levar para a fonte de calor radiante, estabilização e retorno para o contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida.
  2. B) Clampeamento imediato de cordão umbilical, contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida.
  3. C) Clampeamento oportuno de cordão umbilical, contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida.
  4. D) Clampeamento oportuno de cordão umbilical, levar para a fonte de calor radiante, estabilização e retorno para o contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida.

Pérola Clínica

RN ≥ 34 sem + boa vitalidade → Clampeamento oportuno (1-3 min) + Contato pele a pele.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos com idade gestacional ≥ 34 semanas que apresentam boa vitalidade (choro ou respiração e tônus muscular adequado), recomenda-se o clampeamento oportuno do cordão e o contato pele a pele imediato.

Contexto Educacional

A transição neonatal é um processo fisiológico crítico. As diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) enfatizam a importância do 'minuto de ouro' e da manutenção do vínculo materno-fetal quando a estabilidade clínica permite. Para prematuros tardios (34 a 36 semanas e 6 dias) com boa vitalidade, o clampeamento tardio do cordão umbilical (60 segundos a 3 minutos) reduz o risco de anemia ferropriva na infância e hemorragia intraventricular. O contato pele a pele imediato auxilia na termorregulação e no sucesso do aleitamento materno precoce. Esta conduta humanizada é segura para prematuros tardios estáveis, evitando intervenções desnecessárias na mesa de reanimação e promovendo a colonização por microbiota materna, o que é fundamental para o desenvolvimento imunológico do neonato.

Perguntas Frequentes

Quando realizar o clampeamento oportuno?

Em recém-nascidos com 34 semanas ou mais que nascem com boa vitalidade (respirando ou chorando e com tônus muscular em flexão), o clampeamento do cordão umbilical deve ser realizado de forma oportuna, entre 1 a 3 minutos após o nascimento. Essa prática visa aumentar as reservas de ferro do lactente e reduzir o risco de anemia ferropriva no primeiro ano de vida, sem prejuízo à estabilidade térmica ou respiratória do neonato.

O prematuro tardio pode ir direto para o colo?

Sim, desde que apresente boa vitalidade ao nascer. Segundo o Programa de Reanimação Neonatal da SBP, o prematuro tardio (34 a 36 semanas e 6 dias) com choro forte e bom tônus deve ser colocado em contato pele a pele com a mãe imediatamente, sendo coberto com campos pré-aquecidos para evitar a perda de calor, favorecendo o vínculo e a amamentação precoce.

Qual a conduta se o RN não tiver boa vitalidade?

Caso o recém-nascido não apresente respiração rítmica ou choro, ou se o tônus muscular estiver flácido, a recomendação é o clampeamento imediato do cordão umbilical e o transporte imediato para a mesa de reanimação sob fonte de calor radiante para início dos passos iniciais da estabilização e avaliação da frequência cardíaca.

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