HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Neonato, nascido com 28 semanas, de cesariana por pré-eclâmpsia materna, peso de 800 g, encontra-se, imediatamente após o nascimento, gemente, com bom esforço respiratório e tônus adequado. Com relação ao atendimento em sala de parto desse recém-nascido, recomenda-se: I. Realizar o clampeamento tardio do cordão umbilical. II. Fazer a secagem de todo o corpo e uso de cobertor aquecido. III. Utilizar o CPAP por máscara facial, se persistir com esforço respiratório. Estão corretas as recomendações
Prematuro <34 semanas: clampeamento tardio (se estável) + CPAP precoce (se esforço respiratório). Evitar secagem vigorosa.
Em prematuros extremos (<34 semanas) que nascem com bom esforço respiratório e tônus, o clampeamento tardio do cordão umbilical é recomendado para otimizar a transição e reduzir a necessidade de transfusão. A manutenção da temperatura é crucial, mas a secagem vigorosa deve ser evitada, preferindo-se envolver o bebê em saco plástico ou filme osmótico. O CPAP precoce é indicado para suporte respiratório se houver esforço respiratório persistente.
O atendimento ao recém-nascido prematuro extremo na sala de parto exige condutas específicas e diferenciadas das aplicadas a neonatos a termo, visando otimizar a transição para a vida extrauterina e minimizar complicações. A prematuridade, especialmente abaixo de 34 semanas, confere maior vulnerabilidade a problemas respiratórios, hipotermia e instabilidade hemodinâmica, tornando cada intervenção crítica. As diretrizes de reanimação neonatal enfatizam a importância de uma abordagem cuidadosa e baseada em evidências para esses pacientes. Uma das recomendações chave para prematuros que nascem com bom esforço respiratório e tônus é o clampeamento tardio do cordão umbilical, que permite um maior fluxo de sangue placentário para o bebê, resultando em benefícios como melhora do volume sanguíneo, redução da necessidade de transfusões e menor incidência de hemorragia intraventricular. No entanto, a termorregulação é um desafio, e a secagem vigorosa, comum em RN a termo, é contraindicada em prematuros menores de 34 semanas, devendo-se optar por envolver o bebê em saco plástico ou filme osmótico para reduzir a perda de calor por evaporação. O suporte respiratório é frequentemente necessário. Se o prematuro apresentar esforço respiratório, gemência ou taquipneia após as medidas iniciais, a aplicação de Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas (CPAP) por máscara facial é uma intervenção precoce e eficaz. O CPAP ajuda a manter os alvéolos abertos, melhora a oxigenação e pode reduzir a necessidade de intubação e ventilação mecânica, contribuindo para melhores desfechos respiratórios. A avaliação contínua e a adaptação das condutas são essenciais para o sucesso do atendimento.
O clampeamento tardio do cordão umbilical (30-60 segundos) é indicado em prematuros que nascem com bom esforço respiratório e tônus, pois melhora a transição cardiopulmonar e reduz a necessidade de transfusões sanguíneas.
Para prematuros com menos de 34 semanas, a recomendação é envolver o recém-nascido em saco plástico ou filme osmótico e usar um cobertor aquecido, sem secar a pele, para minimizar a perda de calor por evaporação.
O CPAP por máscara facial é recomendado para prematuros que, após as medidas iniciais, persistem com esforço respiratório, gemência ou taquipneia, auxiliando na manutenção da capacidade residual funcional e prevenindo o colapso alveolar.
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