Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Nasce um RN com 36 semanas, parto expulsivo, mãe com pré-natal sem intercorrências. O médico observa que, ao nascer, o tônus é adequado, a criança não está chorando nem respirando e há discreta cianose das extremidades. Assim sendo, assinale a alternativa que contém a afirmativa correta sobre os próximos passos da recepção desse recém-nascido:
RN ≥ 34 sem em apneia/bradicardia → VPP imediata com FiO2 21% no 1º minuto.
Em recém-nascidos ≥ 34 semanas que não respiram, a conduta prioritária é a VPP com ar ambiente (21%) após os passos iniciais rápidos.
A reanimação neonatal foca na transição respiratória bem-sucedida. O passo mais importante é a ventilação pulmonar eficaz. Para RN ≥ 34 semanas, a VPP deve começar com FiO2 21%. Se o RN for < 34 semanas, inicia-se com FiO2 de 30%. Os passos iniciais (aquecer, posicionar, aspirar se necessário e secar) devem durar no máximo 30 segundos. Se após isso o RN permanecer em apneia ou FC < 100 bpm, a VPP deve ser iniciada imediatamente. O uso de saco plástico para termorregulação é obrigatório apenas para RN < 34 semanas, visando prevenir a hipotermia severa.
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do ILCOR, para recém-nascidos com idade gestacional de 34 semanas ou mais, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada com ar ambiente, ou seja, FiO2 a 21%. O uso excessivo de oxigênio no primeiro minuto de vida está associado a maior mortalidade e danos por radicais livres. O ajuste da concentração de oxigênio deve ser feito posteriormente, guiado pela oximetria de pulso pré-ductal e pela resposta da frequência cardíaca do paciente.
O clampeamento tardio do cordão umbilical (entre 1 a 3 minutos) é recomendado para recém-nascidos que nascem com boa vitalidade (respirando ou chorando e com tônus adequado). No caso da questão, o RN não está respirando nem chorando, o que caracteriza a necessidade de manobras de reanimação. Nesses casos, o clampeamento deve ser imediato para que o neonato seja levado à mesa de reanimação para receber os cuidados necessários sem atraso, priorizando a estabilização respiratória.
A saturação de oxigênio (SpO2) no recém-nascido demora a subir fisiologicamente após o nascimento. No primeiro minuto de vida, o alvo de SpO2 situa-se entre 60-65%. Apenas por volta do 5º minuto de vida espera-se que a saturação atinja 80-85%, e somente após o 10º minuto ela deve estar entre 85-95%. Tentar atingir uma saturação de 92% no primeiro minuto de vida através de oxigênio suplementar é um erro grave que pode causar hiperóxia e lesão pulmonar e cerebral significativa.
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