UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Após falha na indução do parto vaginal e em razão de sofrimento fetal agudo, foi realizada cesariana em uma paciente com 39 semanas de gestação. Não havia registro de comorbidades no pré-natal. O recém-nascido apresentou cianose e não chorou. Após o clampeamento imediato do cordão umbilical, foi levado ao berço de reanimação, secado, estimulado e avaliado. A frequência cardíaca era de 30 bpm e observou-se apneia. Diante do quadro, qual a conduta imediata mais adequada?
RN com apneia e FC < 100 bpm após estímulo → Iniciar VPP com balão e máscara imediatamente.
Este recém-nascido apresenta apneia e bradicardia grave (FC 30 bpm) após sofrimento fetal agudo e estímulo inicial. A conduta imediata mais adequada é iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP) com balão autoinflável e máscara, pois a ventilação é a medida mais eficaz para corrigir a bradicardia e a apneia na maioria dos casos de depressão neonatal.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais realizados imediatamente após o nascimento para auxiliar recém-nascidos que não iniciam a respiração espontânea ou apresentam depressão cardiorrespiratória. Cerca de 10% dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de assistência para iniciar a respiração, e menos de 1% requerem medidas de reanimação mais complexas. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são cruciais para prevenir morbidade e mortalidade neonatal. A fisiopatologia da depressão neonatal frequentemente envolve hipóxia e acidose, que podem ser decorrentes de sofrimento fetal agudo, asfixia perinatal ou outras condições. A avaliação inicial do recém-nascido foca na respiração, frequência cardíaca e tônus. Se o RN não chora, está cianótico e com FC baixa (como 30 bpm neste caso), indica uma depressão grave que exige intervenção imediata. A sequência de reanimação segue um algoritmo padronizado, priorizando as intervenções mais eficazes. A conduta imediata para um recém-nascido com apneia e bradicardia (FC < 100 bpm) após os passos iniciais de estabilização é a ventilação com pressão positiva (VPP) utilizando balão autoinflável e máscara. A VPP é a medida mais importante para estabelecer a ventilação pulmonar e corrigir a hipóxia e acidose, que são as principais causas da bradicardia. Somente se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP eficaz, a massagem cardíaca externa deve ser iniciada, e a intubação traqueal e o uso de adrenalina são considerados em etapas posteriores.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça para abrir as vias aéreas, aspirar secreções se necessário, secar e estimular o recém-nascido. Após esses passos, a frequência cardíaca e a respiração devem ser avaliadas.
A VPP é indicada se o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular ou gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto, mesmo após os passos iniciais de estabilização e estímulo.
Se a FC estiver abaixo de 100 bpm após estímulo, inicia-se VPP. Se a FC permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP eficaz, deve-se iniciar a massagem cardíaca externa em conjunto com a VPP. A intubação e o uso de adrenalina são considerados se a FC persistir baixa apesar dessas medidas.
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