Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023
Recém-nascido de 36 semanas de idade gestacional, não portador de cardiopatia congênita, acaba de nascer de parto vaginal em apneia e hipotônico. Foi levado a berço aquecido, secado e estimulado, aspiradas as vias aéreas, mas se mantém hipotônico, com respiração irregular e frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, sendo optado por iniciar ventilação com pressão positiva (VPP) com dispositivo bolsa-valva-máscara. Após 30 segundos de VPP, mantém frequência cardíaca abaixo de 60 bpm, sendo optado pela VPP por meio da cânula traqueal, sendo que ainda mantém frequência cardíaca inferior a 60 bpm. De acordo com as Diretrizes de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, neste momento estará indicada a massagem cardíaca que deve ser realizada da seguinte forma:
FC < 60 bpm após VPP adequada → massagem cardíaca (3:1).
Na reanimação neonatal, se a frequência cardíaca do recém-nascido permanece abaixo de 60 bpm após 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz, a massagem cardíaca deve ser iniciada. A relação recomendada é de 3 compressões torácicas para 1 ventilação, visando uma frequência de 90 compressões e 30 ventilações por minuto.
A reanimação neonatal é uma sequência de ações críticas para recém-nascidos que não estabelecem respiração e circulação adequadas ao nascimento. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) enfatizam a importância da ventilação com pressão positiva (VPP) como a medida mais eficaz para a maioria dos recém-nascidos que necessitam de reanimação. No cenário descrito, o recém-nascido permanece com bradicardia grave (FC < 60 bpm) mesmo após VPP adequada, inicialmente por máscara e depois por cânula traqueal. Este é o ponto em que a massagem cardíaca se torna imperativa. A fisiopatologia da parada cardíaca neonatal é frequentemente de origem respiratória, levando a hipóxia e bradicardia. A técnica correta da massagem cardíaca neonatal é crucial. A relação de 3 compressões para 1 ventilação é específica para neonatos, diferindo das relações para crianças maiores e adultos, pois prioriza a ventilação devido à causa hipóxica da bradicardia. As compressões devem ser realizadas no terço inferior do esterno, com dois polegares ou dois dedos, com profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, a uma frequência de 90 compressões por minuto, intercaladas com 30 ventilações por minuto.
A massagem cardíaca é indicada na reanimação neonatal quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz, preferencialmente por cânula traqueal.
A relação compressão-ventilação na reanimação de recém-nascidos é de 3 compressões torácicas para 1 ventilação, com o objetivo de realizar aproximadamente 90 compressões e 30 ventilações por minuto.
Os passos iniciais da reanimação neonatal incluem prover calor, posicionar a cabeça, aspirar vias aéreas se necessário, secar e estimular o bebê. Se não houver resposta, iniciar VPP.
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