Reanimação Neonatal: Prioridades na Sala de Parto (SBP 2022)

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Recém-nascida do sexo feminino, 36 semanas e 6 dias, parto cesárea, apresenta no primeiro minuto de vida APGAR de 4. De acordo com as Diretrizes de 2022 da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre reanimação do recém- nascido ≥34 semanas em sala de parto, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Quando a FC permanece < 100 bpm, mesmo com ventilação efetiva por cânula traqueal com O2 a 100% e acompanhada de massagem cardíaca adequada e sincronizada à ventilação por no mínimo 60 segundos, o uso de adrenalina está indicado.
  2. B) No RN ≥34 semanas, a VPP deve ser iniciada com O2 a 100%. Uma vez iniciada a VPP, a oximetria de pulso é necessária para monitorar a SatO2 pré-ductal e decidir quanto à manutenção ou suspensão do O2 suplementar.
  3. C) A VPP está indicada na presença de FC < 60 bpm e/ou apneia ou respiração irregular, após os passos iniciais de estabilização do recém-nascido.
  4. D) Como a massagem cardíaca diminui a eficácia da VPP e a ventilação é a ação mais efetiva da reanimação neonatal, as compressões só devem ser iniciadas quando a expansão e a ventilação pulmonares estiverem bem estabelecidas, com a via aérea assegurada.

Pérola Clínica

Reanimação neonatal: VPP é prioridade; massagem cardíaca só após ventilação efetiva e via aérea assegurada.

Resumo-Chave

A ventilação é a medida mais eficaz na reanimação neonatal. A massagem cardíaca pode comprometer a eficácia da VPP se iniciada prematuramente, portanto, deve ser instituída apenas após a otimização da ventilação e garantia da via aérea.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é um procedimento crítico que exige conhecimento e agilidade, especialmente em recém-nascidos com APGAR baixo. As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) de 2022 fornecem um roteiro claro para a conduta em sala de parto, visando a rápida recuperação do neonato e a prevenção de sequelas neurológicas. A compreensão dessas diretrizes é fundamental para todos os profissionais envolvidos no cuidado perinatal. A fisiopatologia da asfixia perinatal leva à hipóxia e acidose, resultando em bradicardia e depressão respiratória. O objetivo primário da reanimação é reverter essa hipóxia e acidose, e a ventilação pulmonar efetiva é a medida mais crucial para isso. A VPP deve ser iniciada prontamente quando há apneia, respiração irregular ou frequência cardíaca abaixo de 100 bpm após os passos iniciais. A massagem cardíaca, por sua vez, é uma intervenção de segundo nível, indicada apenas se a frequência cardíaca persistir abaixo de 60 bpm, mesmo após ventilação adequada por 30 segundos. O tratamento da asfixia neonatal segue uma sequência lógica de passos, começando com a estabilização inicial, seguida pela VPP e, se necessário, massagem cardíaca e uso de medicamentos como a adrenalina. É vital que a equipe esteja sincronizada e que cada passo seja avaliado antes de progredir para o próximo. A monitorização contínua da frequência cardíaca e da saturação de oxigênio é essencial para guiar as decisões e garantir a eficácia das intervenções, otimizando o prognóstico do recém-nascido.

Perguntas Frequentes

Quando a VPP está indicada na reanimação neonatal?

A VPP está indicada se o RN apresentar apneia, respiração irregular ou FC < 100 bpm após os passos iniciais de estabilização.

Qual a principal prioridade na reanimação de um RN com APGAR baixo?

A principal prioridade é estabelecer uma ventilação pulmonar efetiva, pois a hipóxia é a causa mais comum de bradicardia neonatal.

Em que momento a massagem cardíaca deve ser iniciada no RN?

A massagem cardíaca deve ser iniciada apenas se a FC permanecer < 60 bpm, apesar de 30 segundos de ventilação por pressão positiva efetiva e via aérea assegurada.

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