HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Gestante de 40 semanas em trabalho de parto dá entrada no PS da Obstetrícia. Realizou pré-natal com 4 consultas, iniciado no segundo trimestre de gestação. Evoluiu com doença hipertensiva da gestação, em uso de metildopa. Sorologias de segundo e terceiro trimestre sem alterações. Realizada pesquisa de estreptococo do grupo B com 35 semanas com resultado negativo. Apresentou bolsa rota com líquido amniótico meconial 2+ durante avaliação no Pronto Atendimento. Após 4 horas de bolsa rota, evolui com sofrimento fetal, sendo indicado parto cesáreo. Ao nascimento, recém-nascido (RN), banhado em mecônio, hipotônico e sem chorar. Após a indicação do clampeamento, RN recebido em campos estéreis aquecidos e levado ao berço sob fonte de calor radiante, seco e estimulado, desprezados campos úmidos, posicionado e aspiradas boca e vias aéreas superiores, com saída de líquido meconial em moderada quantidade. Avaliada frequência cardíaca (FC) > 100 bpm e respiração irregular, tônus muscular com alguma flexão. Quanto ao prosseguimento do caso, assinale a alternativa correta.
RN com mecônio, FC > 100 bpm, respiração irregular/apneia, hipotonia → Iniciar VPP com ar ambiente (FiO2 21%).
Em RN com líquido meconial, se a FC for > 100 bpm, mas houver respiração irregular ou apneia e/ou hipotonia, a indicação é iniciar VPP com ar ambiente (FiO2 21%). A aspiração traqueal de rotina não é mais recomendada; a aspiração de VAS é feita se houver obstrução.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para o manejo de recém-nascidos que não iniciam a respiração espontânea ou apresentam sinais de sofrimento ao nascer. A presença de líquido amniótico meconial é um fator de risco significativo para a Síndrome de Aspiração Meconial (SAM), que pode levar a complicações respiratórias graves. A avaliação rápida e a intervenção adequada são cruciais. Os passos iniciais da reanimação incluem secar, aquecer, posicionar a cabeça, aspirar boca e narinas (se necessário) e estimular. Após esses passos, a avaliação da frequência cardíaca e da respiração determina a próxima conduta. Se o RN tiver FC > 100 bpm, mas apresentar respiração irregular, apneia ou hipotonia, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada. A VPP deve ser iniciada com ar ambiente (FiO2 21%) em RN a termo ou próximo do termo, com monitorização da frequência cardíaca e oximetria de pulso. A FiO2 pode ser ajustada posteriormente com base nos alvos de saturação. A aspiração traqueal de rotina para mecônio não é mais recomendada, sendo reservada para casos selecionados de obstrução em RN não vigorosos.
A aspiração traqueal de rotina não é mais recomendada. Ela é considerada apenas se o RN estiver não vigoroso (hipotônico, FC < 100 bpm, respiração deprimida) e houver evidência de obstrução de vias aéreas por mecônio espesso.
Para RN a termo ou próximo do termo, a FiO2 inicial recomendada para VPP é de 21% (ar ambiente). O oxigênio suplementar deve ser titulado com base na oximetria de pulso para atingir os alvos de saturação.
A VPP é indicada se o RN apresentar apneia ou respiração ineficaz (gasping), ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto, após os passos iniciais de estabilização.
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