Reanimação Neonatal: Conduta na VPP Ineficaz e Bradicardia

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024

Enunciado

Nasce uma criança a termo, por parto vaginal, em apneia e com hipotonia. Após realização dos passos iniciais no berço aquecido, permanece em apneia e com frequência cardíaca menor que 100 bpm. Foi iniciada a ventilação com pressão positiva (VPP) com máscara e oxigênio a 21%. Após três ciclos de 30 s de VPP, com técnica adequada, a frequência cardíaca verificada no monitor foi de 50 bpm. De acordo com as recomendações para reanimação em sala de parto, a conduta correta é

Alternativas

  1. A) iniciar as compressões torácicas, de forma sincronizada com VPP com balão e máscara facial, com uma relação de 3 ventilações para 1 compressão.
  2. B) manter VPP com balão e máscara, aumentando a concentração de oxigênio para 100%.
  3. C) intubar o RN e iniciar massagem cardíaca sincronizada com VPP com balão e cânula orotraqueal, com uma relação de 3 compressões para 1 ventilação.
  4. D) intubar o RN e manter a VPP com balão e cânula orotraqueal, aumentando a concentração de oxigênio para cerca de 40%.

Pérola Clínica

RN em apneia, FC < 100 bpm após VPP 30s, FC 50 bpm após 3 ciclos VPP (90s) → Intubar + massagem cardíaca (3:1).

Resumo-Chave

Quando a Ventilação com Pressão Positiva (VPP) com balão e máscara não eleva a frequência cardíaca acima de 60 bpm após 30 segundos de técnica adequada, a próxima etapa é a intubação orotraqueal. Se, mesmo após a intubação e VPP eficaz, a FC permanecer abaixo de 60 bpm, as compressões torácicas devem ser iniciadas, sincronizadas com a ventilação na relação 3 compressões para 1 ventilação.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal segue um algoritmo padronizado para garantir a melhor resposta em situações de emergência na sala de parto. Após os passos iniciais, a ventilação com pressão positiva (VPP) é a intervenção mais importante para RNs em apneia ou com frequência cardíaca (FC) abaixo de 100 bpm. A eficácia da VPP é avaliada pela elevação da FC e pela melhora da respiração. Se, após 30 segundos de VPP com balão e máscara e oxigênio a 21% (ou ajustado conforme o tempo de vida), a FC permanecer abaixo de 100 bpm, a técnica da VPP deve ser reavaliada. Se a FC ainda estiver abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP eficaz (com técnica correta e expansão torácica), a intubação orotraqueal é indicada para assegurar uma via aérea definitiva e otimizar a ventilação. No cenário em que a FC persiste abaixo de 60 bpm mesmo após a intubação e VPP eficaz por mais 30 segundos, as compressões torácicas devem ser iniciadas. As compressões devem ser sincronizadas com a ventilação, na proporção de 3 compressões para 1 ventilação, utilizando oxigênio a 100%. A sequência correta e a avaliação contínua da FC são cruciais para o sucesso da reanimação e para a prevenção de sequelas neurológicas.

Perguntas Frequentes

Quando as compressões torácicas devem ser iniciadas na reanimação neonatal?

As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca do RN permanecer abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz, preferencialmente após intubação orotraqueal.

Qual a relação compressão-ventilação na reanimação neonatal?

A relação recomendada é de 3 compressões torácicas para cada 1 ventilação, com as compressões e ventilações sendo sincronizadas para otimizar o fluxo sanguíneo e a oxigenação.

Por que a intubação orotraqueal é indicada quando a VPP com máscara é ineficaz?

A intubação orotraqueal garante uma via aérea segura e eficaz, permitindo uma ventilação com pressão positiva mais controlada e eficiente, o que é crucial para melhorar a oxigenação e a frequência cardíaca quando a ventilação com máscara não é suficiente.

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