IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Após um período expulsivo prolongado de parto vaginal, um bebê nasce em apneia e com hipotonia generalizada. É levado ao berço de reanimação e, após os passos iniciais, apresenta FC = 80 bpm e apneia. Após o 1°. ciclo de Ventilação com Pressão Positiva (VPP) com máscara facial e oxigênio a 21%, a FC é de 80 bpm, a respiração é irregular, e o recém-nascido apresenta cianose generalizada. O oxímetro de pulso ainda não mostra a saturação de oxigênio. O próximo passo na reanimação é:
FC < 100 bpm após VPP inicial → verificar técnica e repetir VPP com O2 21% antes de aumentar FiO2 ou intubar.
A persistência de bradicardia (FC < 100 bpm) após o primeiro ciclo de VPP indica que a ventilação não foi eficaz. Antes de escalar para outras intervenções como intubação ou aumento da FiO2, é crucial reavaliar e corrigir a técnica da VPP, especialmente o ajuste da máscara e a permeabilidade das vias aéreas.
A reanimação neonatal é um procedimento crítico que exige conhecimento e agilidade, sendo fundamental para reduzir a morbimortalidade de recém-nascidos que não iniciam a transição cardiopulmonar adequadamente. A cada ano, milhões de bebês necessitam de algum grau de assistência ao nascer, e a correta aplicação das diretrizes pode salvar vidas e prevenir sequelas neurológicas. A identificação precoce de sinais como apneia, bradicardia e hipotonia é o gatilho para a intervenção imediata. A fisiopatologia da asfixia perinatal leva à depressão respiratória e cardíaca, exigindo suporte ventilatório e, por vezes, circulatório. O diagnóstico de ineficácia da VPP é feito pela persistência de bradicardia (FC < 100 bpm) ou apneia após os passos iniciais e o primeiro ciclo de VPP. É crucial suspeitar de problemas técnicos na VPP antes de escalar a intervenção, como ajuste inadequado da máscara, obstrução de vias aéreas ou pressão insuficiente. O tratamento da bradicardia persistente durante a reanimação neonatal foca na otimização da ventilação. Antes de considerar intubação ou aumento da FiO2, deve-se verificar o ajuste da máscara, a permeabilidade das vias aéreas e a pressão de ventilação. Somente após a correção desses fatores e a persistência da bradicardia após mais 30 segundos de VPP eficaz, deve-se progredir para intubação e/ou massagem cardíaca, com ajuste da FiO2 conforme oximetria.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça, aspirar vias aéreas se necessário, secar e estimular o recém-nascido. Se após esses passos o bebê permanecer em apneia ou com respiração irregular e FC < 100 bpm, a VPP deve ser iniciada.
A intubação orotraqueal é indicada se a VPP com máscara for ineficaz (FC < 100 bpm) após 30 segundos de ventilação bem executada, se houver necessidade de aspiração traqueal de mecônio espesso, ou em casos de hérnia diafragmática congênita.
Para recém-nascidos a termo ou próximos do termo, a VPP deve ser iniciada com ar ambiente (oxigênio a 21%). A concentração de oxigênio deve ser ajustada com base na oximetria de pulso para atingir as metas de saturação.
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