PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Sobre a reanimação cardiopulmonar em crianças (neonatal e pediátrica), podemos afirmar que
Na reanimação neonatal, a VPP é a intervenção inicial mais crítica; compressões só após VPP eficaz por 30s se FC < 60 bpm.
A reanimação neonatal segue um algoritmo específico onde a ventilação com pressão positiva é a pedra angular. As compressões cardíacas são reservadas para casos de bradicardia persistente (<60 bpm) APÓS a otimização da ventilação, destacando a importância da ventilação como passo inicial e mais eficaz.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) em crianças e neonatos possui particularidades importantes que a diferenciam da RCP em adultos. Em neonatos, a principal causa de bradicardia e parada cardíaca é a hipóxia, decorrente de problemas respiratórios. Por isso, a ventilação é a intervenção mais crítica e prioritária na reanimação neonatal. O algoritmo de reanimação neonatal enfatiza a avaliação rápida e a intervenção sequencial. Após os passos iniciais de aquecimento, posicionamento e aspiração (se necessário), a ventilação com pressão positiva (VPP) é iniciada se o recém-nascido apresentar apneia, gasping ou frequência cardíaca abaixo de 100 bpm. A VPP deve ser eficaz, com elevação do tórax, e geralmente iniciada com ar ambiente, titulando o oxigênio conforme a oximetria. As compressões cardíacas são iniciadas apenas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm APÓS 30 segundos de ventilação com pressão positiva eficaz. Isso sublinha que a otimização da ventilação é a chave para reverter a bradicardia na maioria dos casos neonatais. O acesso vascular preferencial na sala de parto é a veia umbilical, mas a via intraóssea é uma alternativa rápida e segura se a umbilical não for prontamente acessível.
Em crianças, a principal causa de parada cardiorrespiratória é a insuficiência respiratória e o choque, que levam à hipóxia e bradicardia, progredindo para assistolia.
As compressões cardíacas são indicadas na reanimação neonatal se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto após 30 segundos de ventilação com pressão positiva eficaz.
Na reanimação pediátrica de emergência, a via de acesso venoso periférico é a primeira escolha. Se não for obtida em 90 segundos ou após duas tentativas, a via intraóssea é a preferencial e mais rápida.
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