Reanimação Neonatal: Prioridade da Ventilação na Sala de Parto

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Sobre a reanimação cardiopulmonar em crianças (neonatal e pediátrica), podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) no atendimento na sala de emergência a um paciente com 2 anos de idade, vítima de afogamento, que não responde ao estímulo tátil, não respira, mas apresenta pulso. central e FC de 45 bpm no monitor, a prioridade é administrar atropina intravenosa.
  2. B) no atendimento inicial, na sala de emergência, a um recém-nascido de termo com 20 dias de vida que apresenta cianose generalizada, apnéia e FC de 70 bpm, deve-se iniciar ventilação com pressão positiva em ar ambiente.
  3. C) na reanimação de um lactente em parada cardiorrespiratória (PCR), em ambiente pré-hospitalar, a colocação do desfibrilador externo automático (DEA), quando disponível, é opcional tendo em vista que cerca de 85 a 90% das vezes a PCR, nestes pacientes, ocorrem em ritmos que não indicam desfibrilação.
  4. D) com relação ao acesso vascular, na reanimação na sala de parto, a via preferencial é veia umbilical havendo contraindicação de se tentar a via intraóssea. Já na reanimação na sala de emergência, em um lactente, a via de escolha é a veia periférica e na sequência a punção venosa profunda.
  5. E) na reanimação neonatal na sala de parto, em qualquer cenário, sempre a ventilação com pressão positiva deverá anteceder as compressões cardíacas, independentemente da idade gestacional e de outras comorbidades.

Pérola Clínica

Na reanimação neonatal, a VPP é a intervenção inicial mais crítica; compressões só após VPP eficaz por 30s se FC < 60 bpm.

Resumo-Chave

A reanimação neonatal segue um algoritmo específico onde a ventilação com pressão positiva é a pedra angular. As compressões cardíacas são reservadas para casos de bradicardia persistente (<60 bpm) APÓS a otimização da ventilação, destacando a importância da ventilação como passo inicial e mais eficaz.

Contexto Educacional

A reanimação cardiopulmonar (RCP) em crianças e neonatos possui particularidades importantes que a diferenciam da RCP em adultos. Em neonatos, a principal causa de bradicardia e parada cardíaca é a hipóxia, decorrente de problemas respiratórios. Por isso, a ventilação é a intervenção mais crítica e prioritária na reanimação neonatal. O algoritmo de reanimação neonatal enfatiza a avaliação rápida e a intervenção sequencial. Após os passos iniciais de aquecimento, posicionamento e aspiração (se necessário), a ventilação com pressão positiva (VPP) é iniciada se o recém-nascido apresentar apneia, gasping ou frequência cardíaca abaixo de 100 bpm. A VPP deve ser eficaz, com elevação do tórax, e geralmente iniciada com ar ambiente, titulando o oxigênio conforme a oximetria. As compressões cardíacas são iniciadas apenas se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm APÓS 30 segundos de ventilação com pressão positiva eficaz. Isso sublinha que a otimização da ventilação é a chave para reverter a bradicardia na maioria dos casos neonatais. O acesso vascular preferencial na sala de parto é a veia umbilical, mas a via intraóssea é uma alternativa rápida e segura se a umbilical não for prontamente acessível.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de parada cardiorrespiratória em crianças?

Em crianças, a principal causa de parada cardiorrespiratória é a insuficiência respiratória e o choque, que levam à hipóxia e bradicardia, progredindo para assistolia.

Quando as compressões cardíacas são indicadas na reanimação neonatal?

As compressões cardíacas são indicadas na reanimação neonatal se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto após 30 segundos de ventilação com pressão positiva eficaz.

Qual a via de acesso vascular preferencial na reanimação pediátrica de emergência?

Na reanimação pediátrica de emergência, a via de acesso venoso periférico é a primeira escolha. Se não for obtida em 90 segundos ou após duas tentativas, a via intraóssea é a preferencial e mais rápida.

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