SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
A avaliação realizada na sala de parto de um recém-nascido, do sexo feminino de 34 semanas de idade gestacional, evidencia ausência de movimentos respiratórios e tônus muscular flácido. Nesse momento, as primeiras medidas a serem adotadas para a estabilização desse recém-nascido são:
Reanimação neonatal → Prover calor, posicionar, aspirar (se necessário), secar e estimular.
As medidas iniciais de reanimação neonatal são universais para todos os recém-nascidos que não nascem vigorosos. Elas incluem prover calor, posicionar a cabeça para abrir as vias aéreas, aspirar secreções se houver obstrução, secar o bebê para estimular e prevenir hipotermia.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos vitais realizados imediatamente após o nascimento para auxiliar recém-nascidos que não iniciam a respiração espontaneamente ou apresentam comprometimento cardiorrespiratório. Cerca de 10% dos recém-nascidos necessitam de alguma forma de reanimação, e a correta aplicação dos passos iniciais é crucial para um desfecho favorável. Os passos iniciais da reanimação, aplicáveis a todo recém-nascido que não nasce vigoroso (apneia/gasping, tônus flácido, FC < 100 bpm), incluem: prover calor (colocar sob fonte de calor radiante), posicionar a cabeça em leve extensão para abrir as vias aéreas, aspirar secreções de boca e nariz apenas se houver obstrução evidente, secar o recém-nascido e realizar estímulo tátil. Essas medidas visam estabelecer uma via aérea pérvia e prevenir a hipotermia. Após os passos iniciais, a avaliação da frequência cardíaca e da respiração determina a necessidade de intervenções adicionais. Se o recém-nascido permanecer em apneia ou com gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 bpm, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada. A massagem cardíaca e a administração de adrenalina são reservadas para casos de bradicardia persistente (<60 bpm) apesar da VPP eficaz.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça em leve extensão para abrir as vias aéreas, aspirar secreções (se necessário), secar o recém-nascido e realizar estímulo tátil. Essas medidas são fundamentais antes de considerar intervenções mais avançadas.
Prover calor e secar o recém-nascido são cruciais para prevenir a hipotermia, que pode aumentar o consumo de oxigênio e a acidose metabólica, comprometendo a estabilização. A secagem também atua como um estímulo tátil para iniciar a respiração.
A ventilação com pressão positiva (VPP) é indicada se, após os passos iniciais, o recém-nascido persistir em apneia ou gasping, ou se a frequência cardíaca for inferior a 100 batimentos por minuto. A VPP deve ser iniciada prontamente nessas situações.
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