Reanimação Neonatal: Interfaces para Ventilação com Pressão Positiva

HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2024

Enunciado

Durante a assistência ao nascimento de um recém-nascido (RN) de 37 semanas e 5 dias, é observado que o RN não chorou ao nascer, nem após estímulo tátil, mantendo cianose e ausência de respiração espontânea mesmo após passos iniciais, com frequência cardíaca de 90 bpm após avaliação inicial, sendo recomendado o início de Ventilação com Pressão Positiva (VPP). Sobre as interfaces para VPP, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A cânula traqueal deve ser considerada como primeira interface para VPP naqueles RN banhados em líquido meconial, desde que tenha diâmetro uniforme, presença de balonete, linha radiopaca e marcador de corda vocal.
  2. B) O emprego de máscara facial de tamanho adequado, de tal forma que cubra a ponta do queixo, a boca e livre o nariz, é fundamental para obter um bom ajuste entre face e máscara.
  3. C) A máscara laríngea pode ser considerada como interface para a VPP antes da intubação orotraqueal, a depender da disponibilidade do material e da capacitação do profissional para a sua inserção
  4. D) A utilização de máscaras faciais adequadas ao rosto do RN, bem como sua utilização por profissionais capacitados para reduzir o escape, minimiza a necessidade de outra interface nos recém-nascidos acima de 2000g.

Pérola Clínica

Máscara laríngea é opção para VPP em RN, especialmente se intubação orotraqueal falha ou não disponível, exigindo treinamento.

Resumo-Chave

Em reanimação neonatal, a VPP é crucial. A máscara laríngea é uma alternativa eficaz para a VPP quando a máscara facial não é efetiva ou a intubação orotraqueal é difícil/contraindicada, desde que o profissional esteja capacitado e o material disponível.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para auxiliar recém-nascidos que não iniciam a respiração espontânea ou apresentam bradicardia ao nascer. A Ventilação com Pressão Positiva (VPP) é a intervenção mais importante e eficaz na maioria dos casos de asfixia perinatal, sendo crucial para estabelecer uma ventilação pulmonar adequada e melhorar a oxigenação e a frequência cardíaca. As interfaces para VPP incluem principalmente a máscara facial e a cânula traqueal para intubação orotraqueal. A máscara facial é a primeira escolha, exigindo um tamanho adequado e uma técnica de vedação eficaz para garantir a insuflação pulmonar. A intubação orotraqueal é indicada quando a VPP com máscara não é eficaz, há necessidade de aspiração traqueal de mecônio espesso, ou em casos de hérnia diafragmática congênita. A máscara laríngea surge como uma alternativa valiosa em situações específicas, especialmente quando a intubação orotraqueal é difícil ou falha, ou quando o profissional não possui experiência suficiente para intubar, mas está treinado no uso da máscara laríngea. Ela é mais indicada para recém-nascidos a termo ou próximos do termo (>34 semanas ou >2000g) e deve ser utilizada com cautela e conhecimento das suas limitações, sempre como uma ponte para uma via aérea definitiva ou para estabilização inicial.

Perguntas Frequentes

Quando a Ventilação com Pressão Positiva (VPP) é indicada em recém-nascidos?

A VPP é indicada em recém-nascidos que não respiram ou respiram de forma ineficaz, ou que apresentam frequência cardíaca abaixo de 100 bpm após os passos iniciais da reanimação (aquecimento, posicionamento, aspiração se necessário, secagem e estímulo tátil).

Quais são as interfaces primárias para VPP em RN e suas características?

A máscara facial é a interface primária para VPP, devendo cobrir boca e nariz sem comprimir os olhos. É crucial um bom ajuste para evitar vazamentos. A cânula traqueal é usada para intubação orotraqueal, indicada quando a VPP com máscara não é eficaz.

Em que situações a máscara laríngea é uma opção na reanimação neonatal?

A máscara laríngea pode ser considerada para VPP em RNs a termo ou próximos do termo (>34 semanas ou >2000g) quando a VPP com máscara facial não é eficaz e a intubação orotraqueal é difícil, falha ou contraindicada, desde que o profissional seja treinado.

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