USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Gestante, 22 anos de idade, secundigesta, previamente hígida, comparece no pronto-socorro em trabalho de parto em período expulsivo. A idade gestacional, pela data da última menstruação, é de 35 semanas. Evoluiu para parto vaginal 5 minutos após a admissão, bolsa rota no ato com líquido meconial. Ao nascer, o recém-nascido apresentava-se hipotônico e sem choro, sendo realizado clampeamento imediato do cordão umbilical. Realizados os passos da reanimação neonatal, que progrediram até a intubação orotraqueal e massagem cardíaca. Assinale a alternativa que apresenta a correlação adequada de compressões torácicas e ventilações durante a reanimação neonatal e a fração inspirada de oxigênio (FiO₂) que deve ser utilizada.
Reanimação neonatal com massagem cardíaca → Relação 3:1 (compressão:ventilação) e FiO₂ a 100%.
Na reanimação neonatal, a relação compressão:ventilação é de 3:1, sincronizada, para otimizar a perfusão coronariana. Uma vez iniciadas as compressões torácicas, a FiO₂ deve ser ajustada para 100% para maximizar a oferta de oxigênio.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos padronizados para auxiliar recém-nascidos (RN) que não iniciam ou mantêm uma respiração adequada ao nascer. A principal causa de parada cardiorrespiratória no período neonatal é a asfixia, resultando em hipóxia e acidose, o que torna a ventilação a prioridade. O algoritmo de reanimação inicia-se com os passos iniciais e, se necessário, ventilação com pressão positiva (VPP). Se após 30 segundos de VPP eficaz a frequência cardíaca (FC) permanecer abaixo de 60 bpm, indicam-se as compressões torácicas. Nesse momento, a conduta é crítica e específica para neonatos. A relação entre compressões e ventilações é de 3:1, com 90 compressões e 30 ventilações por minuto, totalizando 120 eventos. As ações devem ser sincronizadas para não comprometer a eficácia. Além disso, a fração inspirada de oxigênio (FiO₂) deve ser imediatamente ajustada para 100% para otimizar a oxigenação tecidual durante o estado de baixo fluxo sanguíneo, independentemente da idade gestacional.
As compressões torácicas devem ser iniciadas se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz, preferencialmente com via aérea avançada.
A FiO₂ é elevada para 100% para maximizar a saturação de oxigênio da hemoglobina e a oferta de oxigênio ao miocárdio e outros órgãos vitais durante o baixo débito cardíaco associado à parada cardiorrespiratória.
A técnica preferencial é a dos dois polegares com as mãos envolvendo o tórax, que gera melhor pressão de perfusão coronariana. As compressões devem ser aplicadas no terço inferior do esterno, com uma profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax.
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