UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Uma criança ao nascer apresenta-se em apneia e hipotônica. O pré-natal e o parto transcorreram sem anormalidades e a ultrassonografia morfológica não identificou alterações fetais. Foi indicada imediata reanimação ao recém-nascido, os passos iniciais foram realizados e seguidos de adequada técnica de ventilação com balão e máscara facial em ar ambiente. Após, o bebê persistia sem ventilação espontânea e frequência cardíaca de 70 bpm. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
RN em VPP com FC < 100 bpm e sem melhora → otimizar VPP, considerar intubação. Se FC < 60 bpm após VPP adequada → massagem cardíaca + intubação.
Após os passos iniciais e ventilação com balão e máscara em ar ambiente, se o RN persiste em apneia e com FC < 100 bpm (neste caso, 70 bpm), a próxima etapa é otimizar a ventilação e considerar a intubação traqueal para garantir uma ventilação mais eficaz e, se necessário, iniciar a massagem cardíaca.
A reanimação neonatal é uma habilidade crítica para qualquer profissional de saúde que atue em sala de parto. O algoritmo de reanimação, preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e outras entidades internacionais, é uma sequência de ações baseadas na avaliação rápida do recém-nascido e na resposta às intervenções. A maioria dos recém-nascidos não necessita de reanimação, mas para aqueles que precisam, a intervenção rápida e correta é vital para prevenir morbidade e mortalidade. Neste caso, o recém-nascido apresenta apneia e hipotonia, indicando a necessidade de reanimação. Após os passos iniciais e a ventilação com balão e máscara em ar ambiente, o bebê persiste sem ventilação espontânea e com frequência cardíaca de 70 bpm. De acordo com o algoritmo, se a frequência cardíaca estiver abaixo de 100 bpm após 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz com balão e máscara, a próxima etapa é otimizar a VPP e considerar a intubação traqueal para garantir uma ventilação mais controlada e eficaz. A intubação permite uma vedação melhor e entrega mais precisa da pressão, além de ser um pré-requisito para a massagem cardíaca, caso a bradicardia persista. A massagem cardíaca só é iniciada se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, apesar de 30 segundos de VPP eficaz, preferencialmente após a intubação. A adrenalina é reservada para casos em que a frequência cardíaca persiste abaixo de 60 bpm após VPP e massagem cardíaca adequadas. Portanto, a intubação traqueal para otimizar a ventilação é a conduta mais apropriada neste cenário, antes de escalar para massagem cardíaca ou medicação.
Os passos iniciais incluem prover calor, posicionar a cabeça, aspirar vias aéreas (se necessário), secar e estimular o bebê.
A VPP deve ser iniciada se o recém-nascido apresentar apneia, respiração irregular (gasping) ou frequência cardíaca abaixo de 100 batimentos por minuto após os passos iniciais.
Se a FC persistir < 100 bpm após 30 segundos de VPP eficaz com balão e máscara, deve-se otimizar a técnica de VPP, considerar a intubação traqueal e, se a FC cair abaixo de 60 bpm, iniciar a massagem cardíaca.
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