HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
Sobre as medicações de reanimação neonatal, a adrenalina endotraqueal é indicada na dosagem de:
Adrenalina endotraqueal RN = 0,5 - 1,0 ml/Kg (solução 1:10.000).
Na reanimação neonatal, a adrenalina é indicada para bradicardia persistente ou assistolia. A via endotraqueal é uma alternativa à via intravenosa/intraóssea quando estas não são prontamente estabelecidas, mas exige uma dose maior e tem absorção menos confiável.
A adrenalina é um medicamento vital na reanimação neonatal, utilizada em casos de bradicardia persistente ou assistolia após as etapas iniciais de ventilação e compressões torácicas. Sua principal função é aumentar a frequência cardíaca e a contratilidade miocárdica, além de promover vasoconstrição periférica, melhorando a perfusão de órgãos vitais. A via de administração preferencial para a adrenalina é a intravenosa (umbilical ou periférica) ou intraóssea, devido à sua absorção rápida e previsível. No entanto, em situações de emergência onde o acesso vascular não pode ser estabelecido rapidamente, a via endotraqueal pode ser utilizada como alternativa, embora com absorção menos confiável e um início de ação mais lento. A dosagem da adrenalina pela via endotraqueal é maior do que pela via intravenosa, sendo recomendada a dose de 0,5 a 1,0 mL/kg da solução 1:10.000. É crucial lembrar que, uma vez obtido o acesso vascular, a administração deve ser preferencialmente por essa via, com a dosagem ajustada para a via intravenosa, buscando maior eficácia e segurança.
A adrenalina é indicada na reanimação neonatal quando a frequência cardíaca permanece abaixo de 60 bpm, apesar de ventilação com pressão positiva eficaz e compressões torácicas adequadas por 30 segundos, indicando falha das manobras iniciais.
A dosagem recomendada de adrenalina pela via intravenosa ou intraóssea é de 0,01 a 0,03 mg/kg (0,1 a 0,3 mL/kg da solução 1:10.000), sendo esta a via preferencial devido à absorção mais rápida e previsível.
A dose endotraqueal é maior porque a absorção pulmonar é menos confiável e mais lenta do que pela via intravenosa, exigindo uma dose mais elevada para tentar atingir níveis terapêuticos sistêmicos e garantir algum efeito.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo