PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
O conceito de reanimação hemostática inclui
Reanimação hemostática → controle de danos + prevenção coagulopatia + ácido tranexâmico para hiperfibrinólise.
A reanimação hemostática é uma estratégia para pacientes com choque hemorrágico grave, focando no controle da hemorragia, prevenção da coagulopatia induzida por trauma e uso precoce de ácido tranexâmico para tratar ou prevenir a hiperfibrinólise, otimizando a sobrevida.
A reanimação hemostática é um pilar fundamental no manejo do paciente com trauma grave e choque hemorrágico, visando não apenas repor volume, mas também corrigir a coagulopatia induzida por trauma e prevenir a 'tríade letal' (hipotermia, acidose e coagulopatia). Essa abordagem difere da reanimação tradicional com grandes volumes de cristaloides, que podem agravar a coagulopatia. Os princípios incluem o controle precoce da hemorragia (cirúrgico ou por intervenção), a transfusão de componentes sanguíneos em proporções balanceadas (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado e plaquetas) para mimetizar o sangue total, e a restrição de fluidos cristaloides para evitar a diluição dos fatores de coagulação e o edema tecidual, que podem piorar a perfusão. A administração precoce de ácido tranexâmico (ATX) é um componente crucial, pois atua como um antifibrinolítico, reduzindo a hiperfibrinólise que ocorre no trauma grave. O ATX deve ser administrado nas primeiras 3 horas após o trauma para maximizar seu benefício na redução da mortalidade e da necessidade de transfusões, sendo uma intervenção salvadora de vidas.
É uma estratégia de manejo do choque hemorrágico grave que visa controlar a hemorragia, prevenir a coagulopatia induzida por trauma e restaurar a perfusão tecidual, utilizando transfusão de componentes sanguíneos em proporções específicas e agentes antifibrinolíticos.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a degradação do coágulo. Sua administração precoce (idealmente nas primeiras 3 horas) em pacientes traumatizados com sangramento significativo reduz a mortalidade e a necessidade de transfusão.
Embora as proporções possam variar, a tendência atual é para uma proporção balanceada de concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e plaquetas, frequentemente 1:1:1 ou 2:1:1, para mimetizar o sangue total e prevenir a coagulopatia dilucional.
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