Reanimação Hemostática no Trauma: Protocolos e Condutas

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

O conceito de reanimação hemostática inclui

Alternativas

  1. A) uso limitado de reanimação com solução colóide;
  2. B) 3:1:1 - CH:PFC: Plaquetas;
  3. C) transfusão empírica de crioprecipitado;
  4. D) administração de ácido tranexâmico para o tratamento da hiperfibrinólise.

Pérola Clínica

Reanimação Hemostática = Controle de danos + Ácido Tranexâmico precoce + Proporção 1:1:1.

Resumo-Chave

A reanimação hemostática visa prevenir a coagulopatia induzida pelo trauma através do uso precoce de antifibrinolíticos e transfusão equilibrada de hemocomponentes.

Contexto Educacional

A reanimação hemostática é um pilar fundamental da Cirurgia de Controle de Danos. Ela reconhece que a coagulopatia começa no momento do impacto (Coagulopatia Traumática Aguda) e não apenas após a reposição volêmica. O uso do ácido tranexâmico (TXA) é uma intervenção de baixo custo e alta eficácia, fundamental para estabilizar o coágulo e reduzir o sangramento em pacientes com risco de hemorragia maciça, devendo ser iniciado preferencialmente no ambiente pré-hospitalar ou logo na chegada à emergência.

Perguntas Frequentes

O que é o ácido tranexâmico no contexto do trauma?

É um antifibrinolítico que inibe a ativação do plasminogênio em plasmina, reduzindo a degradação do coágulo. Estudos como o CRASH-2 demonstraram redução significativa de mortalidade quando administrado nas primeiras 3 horas do trauma.

Qual a proporção ideal no protocolo de transfusão maciça?

A tendência atual na reanimação hemostática é utilizar uma proporção equilibrada de 1:1:1 (Concentrado de Hemácias, Plasma Fresco Congelado e Plaquetas) para mimetizar o sangue total e evitar a coagulopatia dilucional.

Por que limitar o uso de cristaloides no trauma grave?

O excesso de cristaloides contribui para a 'tríade da morte' (acidose, hipotermia e coagulopatia) através da hemodiluição dos fatores de coagulação e resfriamento do paciente, piorando o prognóstico do choque hemorrágico.

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