HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2021
Foi admitido um paciente no setor de Emergência em PCR (parada cardio-respiratória). O paciente foi prontamente monitorizado e iniciadas as manobras de RCP (reanimação cardiopulmonar). Ao monitor foi identificado ritmo de fibri-lação ventricular (FV). O paciente foi desfibrilado com carga máxima (200J – bifásico). Após isso qual o próximo passo a ser realizado?
Após desfibrilação em FV/TV sem pulso, retomar compressões torácicas imediatamente por 2 minutos antes de reavaliar ritmo/pulso.
No algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS), após uma desfibrilação bem-sucedida para fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), a prioridade é retomar as compressões torácicas de alta qualidade imediatamente por 2 minutos, minimizando interrupções, antes de qualquer reavaliação de ritmo ou pulso.
A parada cardiorrespiratória (PCR) por fibrilação ventricular (FV) é uma emergência médica que exige intervenção rápida e coordenada. A desfibrilação precoce é a medida mais eficaz para reverter a FV e restaurar um ritmo cardíaco organizado. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) da American Heart Association (AHA) fornece um guia claro para o manejo desses pacientes, enfatizando a importância de compressões torácicas de alta qualidade e minimização de interrupções. Após a identificação da FV no monitor e a realização da desfibrilação com carga máxima (200J bifásico ou 360J monofásico), o próximo passo crítico é retomar as compressões torácicas imediatamente. Esta ação é fundamental porque, mesmo que a desfibrilação tenha sido bem-sucedida em converter o ritmo elétrico, pode levar alguns minutos para que o miocárdio recupere sua função contrátil e gere um pulso palpável. As compressões garantem a perfusão de órgãos vitais, como cérebro e coração, durante esse período. Interrupções nas compressões torácicas devem ser minimizadas ao máximo. A checagem de pulso ou ritmo deve ser realizada apenas após 2 minutos de compressões contínuas, para evitar atrasos na perfusão. O residente deve dominar essa sequência de ações, pois a aderência estrita ao protocolo ACLS melhora significativamente as chances de sobrevida e bom prognóstico neurológico dos pacientes em PCR.
Retomar as compressões imediatamente após a desfibrilação é crucial para manter a perfusão cerebral e coronariana. Mesmo que a desfibrilação tenha sido eficaz em converter o ritmo, o coração pode não ter atividade mecânica suficiente para gerar pulso imediatamente, e as compressões otimizam as chances de recuperação.
Após a desfibrilação, o pulso e o ritmo devem ser checados somente após 2 minutos de compressões torácicas de alta qualidade. Essa abordagem minimiza as interrupções nas compressões, que são prejudiciais para o prognóstico do paciente em parada cardíaca.
Os ritmos chocáveis na PCR são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos são tratados com desfibrilação elétrica imediata, seguida por compressões torácicas e administração de drogas como epinefrina e amiodarona, conforme o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS).
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