Parada Cardiorrespiratória: Conduta Imediata e RCP de Qualidade

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022

Enunciado

Paciente é encontrado não responsivo em leito de enfermaria pela equipe de enfermagem que, de imediato, aciona o código azul. Você se dirige para avaliação do caso e percebe que o paciente não responde e não apresenta pulso. O carrinho de parada já se encontra no cenário. Neste contexto, a melhor conduta imediata é:

Alternativas

  1. A) Desfibrilação com 200 J.
  2. B) RCP por 2 minutos seguida de avaliação de ritmo.
  3. C) Amiodarona EV 300mg em bolus.
  4. D) Cardioversão com 200 J.

Pérola Clínica

Paciente não responsivo e sem pulso → iniciar RCP imediatamente por 2 min antes de avaliar ritmo.

Resumo-Chave

Em um paciente não responsivo e sem pulso, a conduta imediata e mais importante é iniciar compressões torácicas de alta qualidade (RCP). A avaliação do ritmo cardíaco e a desfibrilação, se indicada, devem ocorrer após os primeiros 2 minutos de RCP, conforme as diretrizes de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS).

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para maximizar as chances de sobrevida do paciente. O cenário de um paciente não responsivo e sem pulso em leito de enfermaria é um clássico de PCR. A primeira e mais crítica ação, após acionar a equipe de emergência (código azul), é iniciar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade. As diretrizes de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) enfatizam a importância das compressões torácicas ininterruptas e de boa qualidade. Isso significa compressões com profundidade adequada (5-6 cm em adultos), frequência de 100-120 por minuto, permitindo o retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções. A ventilação é realizada na proporção de 30 compressões para 2 ventilações, se houver apenas um socorrista, ou de forma contínua com ventilações a cada 6 segundos se houver via aérea avançada. Após os primeiros 2 minutos de RCP, a equipe deve realizar a primeira avaliação do ritmo cardíaco. Somente após essa avaliação, e se o ritmo for chocável (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem pulso), a desfibrilação será indicada. Tentar desfibrilar ou administrar medicações como amiodarona antes de iniciar a RCP ou sem a avaliação do ritmo é um erro comum e pode atrasar o tratamento essencial. Para o residente, dominar o algoritmo de PCR e a prioridade da RCP é fundamental para a prática em emergências e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência correta das ações iniciais em uma parada cardiorrespiratória (PCR)?

A sequência correta das ações iniciais em uma PCR é: verificar responsividade e respiração, acionar o código azul/equipe de emergência, verificar pulso (em até 10 segundos) e, se ausente, iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade (RCP), seguidas de ventilações, conforme a relação C-A-B (Compressões-Via Aérea-Respiração).

Por que a RCP deve ser iniciada antes da avaliação do ritmo ou desfibrilação?

A RCP deve ser iniciada imediatamente porque as compressões torácicas fornecem fluxo sanguíneo essencial para o coração e o cérebro, aumentando as chances de sucesso da desfibrilação e de retorno da circulação espontânea. A interrupção mínima das compressões é crucial, e a avaliação do ritmo ocorre após os primeiros 2 minutos de RCP.

Quais são os ritmos chocáveis e não chocáveis na PCR?

Os ritmos chocáveis são Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP), que respondem à desfibrilação. Os ritmos não chocáveis são Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e Assistolia, para os quais a desfibrilação não é eficaz, e o foco principal é a RCP de alta qualidade e a identificação/tratamento das causas reversíveis (Hs e Ts).

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