RCP Pediátrica: Qualidade das Compressões Torácicas

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Com relação à reanimação cardiopulmonar em crianças, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A recomendação atual é que o tempo limite de reanimação seja de 20 minutos.
  2. B) A frequência de ventilações deve ser 10 a 15 por minuto.
  3. C) A via intraóssea deve ser utilizada somente em crianças menores de 3 anos.
  4. D) As compressões torácicas podem ser interrompidas no máximo por 10 segundos.
  5. E) Para desfibrilação manual, uma carga inicial de 5 J/Kg é aceitável.

Pérola Clínica

Na RCP pediátrica, minimizar interrupções das compressões torácicas é CRÍTICO; o tempo máximo de interrupção é 10 segundos.

Resumo-Chave

A qualidade das compressões torácicas é um fator determinante para o sucesso da RCP. Interrupções prolongadas reduzem a perfusão coronariana e cerebral, diminuindo as chances de retorno da circulação espontânea. Por isso, as interrupções devem ser minimizadas e não exceder 10 segundos.

Contexto Educacional

A reanimação cardiopulmonar (RCP) em crianças possui particularidades importantes em relação à RCP em adultos, principalmente devido à etiologia mais comum da parada cardiorrespiratória pediátatrica, que geralmente é de origem respiratória ou hipóxica. As diretrizes de RCP pediátrica enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade e a minimização das interrupções para otimizar o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano. Um dos pontos críticos na RCP pediátrica é a manutenção de compressões torácicas contínuas e eficazes. As interrupções nas compressões devem ser minimizadas ao máximo, não excedendo 10 segundos, seja para ventilação, checagem de pulso ou administração de medicamentos. Interrupções prolongadas comprometem a perfusão e diminuem as chances de retorno da circulação espontânea. A frequência de compressões recomendada é de 100-120 por minuto, com profundidade adequada. Outros aspectos importantes incluem a frequência de ventilações (geralmente 1 ventilação a cada 2-3 segundos, ou 20-30 por minuto, dependendo da relação compressão-ventilação), o uso da via intraóssea como acesso vascular preferencial em emergências pediátricas quando o acesso venoso não é prontamente obtido (sem restrição de idade), e a carga de desfibrilação, que é de 2 J/Kg para a primeira descarga e 4 J/Kg para as subsequentes. Não há um tempo limite fixo para a reanimação, sendo a decisão de interromper baseada em múltiplos fatores clínicos.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência e profundidade ideais das compressões torácicas em crianças?

As compressões devem ser realizadas a uma frequência de 100-120 por minuto e com profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm para crianças e 4 cm para lactentes).

Quando a via intraóssea deve ser utilizada na RCP pediátrica?

A via intraóssea é a via de escolha para administração de medicamentos e fluidos quando o acesso intravenoso não pode ser estabelecido rapidamente (em 60-90 segundos) durante a RCP, independentemente da idade da criança.

Qual a carga de energia recomendada para desfibrilação em crianças?

Para desfibrilação manual, a carga inicial recomendada é de 2 J/Kg. Se a primeira tentativa falhar, as cargas subsequentes podem ser aumentadas para 4 J/Kg, com um máximo de 10 J/Kg.

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