PCR Pediátrica: Frequência de Compressões e Ventilações em Lactentes

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Na condução da parada cardiorrespiratória em assistolia com via aérea definitiva de um lactente de três meses, A FREQUÊNCIA DE COMPRESSÕES TORÁCICAS E DE VENTILAÇÃO É, RESPECTIVAMENTE:

Alternativas

  1. A) 100-120 compressões/min assíncronas e 1 ventilação a cada 2-3 segundos.
  2. B) 100-110 compressões/min síncronas para cada ventilação.
  3. C) 110-120 compressões/min assíncronas e 1 ventilação a cada 6 segundos.
  4. D) 100-120 compressões/min síncronas para cada 4 ventilações.

Pérola Clínica

PCR lactente com via aérea definitiva: 100-120 compressões/min assíncronas + 1 ventilação a cada 2-3 segundos.

Resumo-Chave

Em PCR pediátrica com via aérea avançada (definitiva), as compressões torácicas devem ser contínuas e assíncronas às ventilações. A frequência de ventilação é de 1 ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 ventilações por minuto), enquanto as compressões mantêm o ritmo de 100-120 por minuto.

Contexto Educacional

A condução da Parada Cardiorrespiratória (PCR) em lactentes exige conhecimento específico das diretrizes de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) pediátrica. Em casos de assistolia, a prioridade é manter compressões torácicas de alta qualidade e ventilações adequadas. A presença de uma via aérea definitiva, como um tubo orotraqueal, altera a dinâmica da RCP, permitindo compressões contínuas. As diretrizes atuais do Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS) enfatizam a importância de compressões torácicas com frequência de 100-120 por minuto, profundidade de pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (aproximadamente 4 cm em lactentes) e permitindo o retorno total do tórax. Quando uma via aérea definitiva está estabelecida, as compressões tornam-se contínuas e assíncronas às ventilações. Nesse cenário, as ventilações devem ser administradas a uma frequência de 1 ventilação a cada 2-3 segundos, resultando em 20-30 ventilações por minuto. Essa abordagem otimiza o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano, minimizando interrupções nas compressões, que são cruciais para a perfusão de órgãos vitais durante a PCR. O treinamento contínuo e a adesão às diretrizes são essenciais para melhorar os desfechos em PCR pediátrica.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência ideal de compressões torácicas em PCR pediátrica?

A frequência ideal de compressões torácicas em PCR pediátrica, independentemente da idade ou da presença de via aérea definitiva, é de 100 a 120 compressões por minuto.

Como ventilar um lactente em PCR com via aérea definitiva?

Com via aérea definitiva (tubo orotraqueal ou máscara laríngea), as ventilações devem ser assíncronas às compressões, com uma frequência de 1 ventilação a cada 2-3 segundos (20-30 ventilações por minuto).

Qual a diferença na RCP com e sem via aérea definitiva em lactentes?

Sem via aérea definitiva, a relação compressão-ventilação é de 15:2 (para dois socorristas) ou 30:2 (para um socorrista). Com via aérea definitiva, as compressões são contínuas e as ventilações são assíncronas.

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