RCP Pediátrica: Manejo da Parada Cardiorrespiratória em Lactentes

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 1 a e 3 m de idade chega ao PS em apnéia, cianótico e hipotônico. Mãe relata que há 2 dias apresentou quadro febril e tosse. FC na chegada de 58 bpm. A conduta a ser adotada no momento:

Alternativas

  1. A) Reanimação cardiorrespiratória com abertura da via aérea com extensão total do pescoço, ventilação com pressão positiva através do bag com reservatório com oxigênio. Inicia massagem cardíaca.
  2. B) Nas atuais recomendações da AHA (American Heart Association), a administração da adrenalina deve ter prioridade em relação à ventilação.
  3. C) Inicia manobras de reanimação com abertura da via aérea, ventilação com bag com reservatório de O2, massagem cardíaca na proporção de 15:2, 100 a 120/min. Acesso venoso, adrenalina e intubação. Instala um DEA (desfibilador automático externo) assim que possível.
  4. D) Massagem cardíaca e intubação imediata. Adrenalina EV ou intratraqueal o mais rápido possível.
  5. E) Administração de oxigênio por máscara não reinalante, massagem cardíaca, instala DEA e inicia adrenalina.

Pérola Clínica

PCR pediátrica: iniciar RCP (15:2, 100-120/min), via aérea, ventilação O2, acesso, adrenalina, intubação, DEA.

Resumo-Chave

Em um lactente com parada cardiorrespiratória (apneia, cianose, hipotonia e bradicardia grave), a prioridade é iniciar imediatamente a RCP com compressões torácicas e ventilações (proporção 15:2 para dois reanimadores), garantir via aérea e ventilação adequada, obter acesso e administrar adrenalina, e considerar intubação e uso de DEA.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é um evento devastador, mas o reconhecimento precoce e a intervenção imediata com Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade podem melhorar significativamente o prognóstico. Em lactentes, a PCR é frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, evoluindo para bradicardia e, finalmente, assistolia. A importância clínica reside na necessidade de uma resposta rápida e coordenada. A fisiopatologia da PCR pediátrica geralmente começa com hipóxia e acidose, levando à disfunção miocárdica e bradicardia progressiva. O algoritmo de RCP pediátrica enfatiza a sequência C-A-B (Compressões, Via Aérea, Respiração). As compressões torácicas devem ser iniciadas imediatamente se a frequência cardíaca for < 60 bpm com sinais de má perfusão, ou em caso de apneia/gasping. A proporção de compressões para ventilações é de 15:2 para dois reanimadores e 30:2 para um reanimador, com uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto. Após o início das compressões e ventilações, a obtenção de acesso vascular (preferencialmente intraósseo se o acesso venoso for difícil) e a administração de adrenalina são passos críticos. A intubação orotraqueal deve ser considerada para garantir uma via aérea definitiva. O desfibrilador automático externo (DEA) deve ser utilizado assim que disponível, embora ritmos chocáveis sejam menos comuns em PCR pediátrica. Residentes devem dominar essas manobras e o algoritmo para otimizar as chances de sobrevida e recuperação neurológica.

Perguntas Frequentes

Qual a proporção de compressões e ventilações na RCP pediátrica com dois reanimadores?

A proporção recomendada é de 15 compressões para 2 ventilações, com uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto.

Quando a adrenalina deve ser administrada na PCR pediátrica?

A adrenalina deve ser administrada o mais rápido possível após o início da RCP e estabelecimento de acesso, especialmente em ritmos não chocáveis ou bradicardia sintomática.

Qual a importância da abertura da via aérea na RCP pediátrica?

A abertura e manutenção de uma via aérea pérvia e ventilação eficaz são cruciais, pois a maioria das paradas cardiorrespiratórias em crianças tem origem respiratória.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo