Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2020
Ao encontrar um bebê, de aproximadamente sete meses de idade, cianótico e desacordado em uma via pública, e sendo você o único profissional de saúde qualificado para realizar esse atendimento de emergência, após verificar a segurança do local, os seguintes procedimentos são indicados, de forma sistemática segundo as atuais recomendações internacionais e na ordem em que são apresentados: checar responsividade do bebê com estímulos nos:
Bebê desacordado/cianótico → checar responsividade (pés), pedir ajuda, checar pulso/respiração (10s), se ausentes, iniciar RCP (30:2 compressões:ventilações).
Em um bebê desacordado e cianótico, a primeira etapa após garantir a segurança é verificar a responsividade (estimulando os pés). Se não responsivo, acionar ajuda e, em seguida, checar pulso e respiração. A ausência de ambos indica parada cardiorrespiratória, e a RCP deve ser iniciada imediatamente com compressões torácicas, seguindo a relação de 30 compressões para 2 ventilações para um único socorrista.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em bebês e crianças geralmente tem uma etiologia respiratória ou obstrutiva, diferente dos adultos, onde a causa cardíaca é mais comum. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para melhorar o prognóstico. O profissional de saúde deve seguir uma sequência sistemática de avaliação e intervenção. As diretrizes internacionais de reanimação cardiopulmonar (RCP) enfatizam a segurança do local, a avaliação da responsividade (em bebês, estimulando os pés), o acionamento do serviço médico de emergência e a checagem simultânea de pulso e respiração por no máximo 10 segundos. Em caso de ausência de pulso e respiração, a RCP deve ser iniciada imediatamente. Para um único socorrista, a sequência recomendada é de 30 compressões torácicas para 2 ventilações (30:2). As compressões devem ser realizadas com dois dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha mamilar, com profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 4 cm) e frequência de 100 a 120 compressões por minuto. A qualidade das compressões e ventilações é fundamental para o sucesso da reanimação.
A responsividade em um bebê deve ser verificada com estímulos leves, como um toque ou um beliscão suave na planta dos pés. Evite chacoalhar o bebê, especialmente se houver suspeita de trauma.
Para um único socorrista, após verificar a responsividade e acionar ajuda, deve-se checar pulso e respiração por até 10 segundos. Se ausentes, iniciar RCP com 30 compressões torácicas, seguidas de 2 ventilações, repetindo este ciclo.
As compressões torácicas são cruciais para manter o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como o cérebro e o coração. Elas devem ser iniciadas o mais rápido possível em caso de parada cardiorrespiratória, com profundidade e frequência adequadas.
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