PALS AHA: Manejo da Bradicardia e Parada Cardíaca Pediátrica

PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

Considerando a abordagem das paradas cardíacas na infância e dos eventos que a antecedem, à luz das atuais diretrizes preconizadas no protocolo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria da American Heart Association, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A alternância entre 30 compressões torácicas e duas ventilações, na presença de dois socorristas, deverá ser mantida independentemente da faixa etária do paciente.
  2. B) Tendo em vista o importante papel da insuficiência respiratória e da hipóxia como mecanismos de parada na população pediátrica, a intubação orotraqueal é prioritária e deve ser realizada obrigatoriamente no primeiro minuto dos esforços de reanimação.
  3. C) O uso de atenuadores de carga não está mais recomendado em pacientes menores que 10 kg, uma vez que as cargas pediátricas e de adultos para a desfibrilação são idênticas, conforme o novo protocolo.
  4. D) Pacientes com sinais de má perfusão e frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto devem receber compressões torácicas externas.

Pérola Clínica

PALS: FC < 60 bpm + má perfusão (criança) → Iniciar compressões torácicas.

Resumo-Chave

Em pediatria, a bradicardia com má perfusão é um sinal crítico de iminente parada cardíaca. Nesses casos, as compressões torácicas devem ser iniciadas imediatamente, mesmo que a frequência cardíaca ainda esteja presente, para prevenir a progressão para assistolia.

Contexto Educacional

As diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) da American Heart Association (AHA) enfatizam a importância da prevenção da parada cardíaca, que em crianças é frequentemente precedida por insuficiência respiratória ou choque. A identificação precoce de sinais de deterioração e a intervenção rápida são cruciais para melhorar os desfechos. Um ponto chave é o manejo da bradicardia sintomática. Quando uma criança apresenta frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto, acompanhada de sinais de má perfusão (como alteração do nível de consciência, hipotensão, pulsos fracos ou ausentes, tempo de enchimento capilar prolongado), e essa condição persiste apesar de ventilação e oxigenação adequadas, as compressões torácicas externas devem ser iniciadas imediatamente. Esta conduta visa manter a perfusão de órgãos vitais e prevenir a progressão para assistolia. Outros aspectos importantes do PALS incluem a relação compressão-ventilação (30:2 para um socorrista, 15:2 para dois socorristas), a prioridade da ventilação e oxigenação em paradas de origem respiratória, e o uso de desfibrilação com cargas específicas para pediatria. A intubação orotraqueal, embora importante, não é a primeira prioridade no primeiro minuto, sendo a ventilação com bolsa-máscara o método inicial preferencial até que a via aérea avançada possa ser estabelecida de forma segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar compressões torácicas em uma criança com bradicardia?

As compressões torácicas devem ser iniciadas em crianças com frequência cardíaca inferior a 60 batimentos por minuto que apresentem sinais de má perfusão, apesar de ventilação e oxigenação adequadas.

Qual a relação compressão-ventilação para dois socorristas em pediatria?

Para dois socorristas em pediatria, a relação recomendada é de 15 compressões para 2 ventilações, independentemente da faixa etária, para otimizar a qualidade das compressões.

Qual a importância da hipóxia na parada cardíaca pediátrica?

A hipóxia e a insuficiência respiratória são as causas mais comuns de parada cardíaca em crianças, tornando a ventilação e oxigenação adequadas prioridades na reanimação pediátrica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo