RCP Pediátrica: Sequência ABC e Manejo da PCR Infantil

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Em relação à reanimação cardiopulmonar em crianças, podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) em crianças em PCR, deve-se tentar dois acessos venosos periféricos rapidamente antes de tentar uma via intra-óssea;
  2. B) ouso de Desfibrilador Externo Automático (DEA) em ambientes públicos somente está indicado para pacientes adultos;
  3. C) a abordagem do paciente em parada cardiorrespiratória deve seguir a ordem ABC (Abertura de vias aéreas, Boa respiração e Compressões torácicas);
  4. D) as características das compressões torácicas adequadas durante a RCP incluem: compressões rápidas e fortes, mínimas interrupções entre as compressões, permitir uma completa expansão do tórax.

Pérola Clínica

RCP pediátrica: priorizar ABC (via aérea, respiração, compressões) quando causa respiratória.

Resumo-Chave

Na reanimação cardiopulmonar pediátrica, especialmente quando a causa da parada é de origem respiratória (comum em crianças), a sequência ABC (Abertura de vias aéreas, Boa respiração e Compressões torácicas) pode ser enfatizada para garantir a oxigenação e ventilação adequadas antes das compressões.

Contexto Educacional

A reanimação cardiopulmonar (RCP) em crianças possui particularidades importantes devido à etiologia mais comum da parada cardiorrespiratória (PCR) nessa faixa etária. Enquanto em adultos a PCR é predominantemente de origem cardíaca, em crianças ela é frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, que progridem para PCR se não tratados. Compreender essas diferenças é fundamental para uma abordagem eficaz. A sequência de RCP para crianças tem sido objeto de discussão. Embora as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) recomendem a sequência C-A-B (Compressões, Via Aérea, Respiração) para a maioria das situações de PCR, incluindo pediátrica, para minimizar o atraso nas compressões, a sequência ABC (Via Aérea, Boa respiração, Compressões) ainda é considerada relevante, especialmente para leigos ou em cenários onde a causa primária é respiratória. A priorização da abertura das vias aéreas e da ventilação pode ser crucial para reverter a hipóxia que leva à PCR em crianças. As características das compressões torácicas em crianças incluem compressões rápidas (100-120/min) e fortes (aproximadamente 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, cerca de 5 cm), permitindo o retorno completo do tórax entre as compressões e minimizando interrupções. O acesso intraósseo é a via preferencial para administração de medicamentos e fluidos em PCR pediátrica quando o acesso venoso periférico não é rapidamente estabelecido. O uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) é indicado para crianças maiores de 1 ano, com pás pediátricas e atenuador de energia, se disponível.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença na RCP entre adultos e crianças?

A principal diferença é que em crianças, a causa mais comum de parada cardiorrespiratória é a falência respiratória, o que pode justificar a priorização da via aérea e ventilação (ABC) em alguns cenários, além das compressões.

Quando usar o DEA em crianças?

O DEA pode ser usado em crianças com mais de 1 ano de idade, preferencialmente com pás pediátricas e atenuador de energia. Em crianças menores de 1 ano, o DEA é menos recomendado, mas pode ser usado se não houver desfibrilador manual disponível.

Qual a profundidade e frequência das compressões torácicas em crianças?

As compressões torácicas em crianças devem ter uma profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm) e uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto.

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