PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Em relação à reanimação cardiopulmonar em crianças, podemos afirmar que
RCP pediátrica: priorizar ABC (via aérea, respiração, compressões) quando causa respiratória.
Na reanimação cardiopulmonar pediátrica, especialmente quando a causa da parada é de origem respiratória (comum em crianças), a sequência ABC (Abertura de vias aéreas, Boa respiração e Compressões torácicas) pode ser enfatizada para garantir a oxigenação e ventilação adequadas antes das compressões.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) em crianças possui particularidades importantes devido à etiologia mais comum da parada cardiorrespiratória (PCR) nessa faixa etária. Enquanto em adultos a PCR é predominantemente de origem cardíaca, em crianças ela é frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, que progridem para PCR se não tratados. Compreender essas diferenças é fundamental para uma abordagem eficaz. A sequência de RCP para crianças tem sido objeto de discussão. Embora as diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) recomendem a sequência C-A-B (Compressões, Via Aérea, Respiração) para a maioria das situações de PCR, incluindo pediátrica, para minimizar o atraso nas compressões, a sequência ABC (Via Aérea, Boa respiração, Compressões) ainda é considerada relevante, especialmente para leigos ou em cenários onde a causa primária é respiratória. A priorização da abertura das vias aéreas e da ventilação pode ser crucial para reverter a hipóxia que leva à PCR em crianças. As características das compressões torácicas em crianças incluem compressões rápidas (100-120/min) e fortes (aproximadamente 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, cerca de 5 cm), permitindo o retorno completo do tórax entre as compressões e minimizando interrupções. O acesso intraósseo é a via preferencial para administração de medicamentos e fluidos em PCR pediátrica quando o acesso venoso periférico não é rapidamente estabelecido. O uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) é indicado para crianças maiores de 1 ano, com pás pediátricas e atenuador de energia, se disponível.
A principal diferença é que em crianças, a causa mais comum de parada cardiorrespiratória é a falência respiratória, o que pode justificar a priorização da via aérea e ventilação (ABC) em alguns cenários, além das compressões.
O DEA pode ser usado em crianças com mais de 1 ano de idade, preferencialmente com pás pediátricas e atenuador de energia. Em crianças menores de 1 ano, o DEA é menos recomendado, mas pode ser usado se não houver desfibrilador manual disponível.
As compressões torácicas em crianças devem ter uma profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm) e uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto.
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