SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Com relação à reanimação cardiorrespiratória (RCP) em pediatria, deve(m)-se
RCP pediátrica: Iniciar compressões se pulso < 60 bpm com sinais de hipoperfusão, após ventilação ineficaz.
Em pediatria, a principal causa de parada cardiorrespiratória é respiratória. Portanto, a bradicardia com sinais de hipoperfusão, que não responde à ventilação, é um indicativo crítico para iniciar as compressões torácicas, pois reflete uma falha iminente da bomba cardíaca devido à hipóxia prolongada.
A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) em pediatria possui particularidades importantes que a diferenciam da RCP em adultos, principalmente devido à etiologia mais comum da parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças, que é predominantemente respiratória ou hipóxica. A identificação precoce de sinais de deterioração e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico. As diretrizes enfatizam a importância da ventilação adequada antes das compressões, exceto em casos de PCR presenciada de origem cardíaca. Um ponto crítico na RCP pediátrica é a decisão de iniciar as compressões torácicas. Ao contrário dos adultos, onde a ausência de pulso é o gatilho principal, em crianças, a bradicardia severa (pulso < 60 bpm) associada a sinais de hipoperfusão (como letargia, palidez, cianose, tempo de enchimento capilar prolongado) que não melhora com ventilação adequada, já é uma indicação para iniciar as compressões. Isso ocorre porque a bradicardia com hipoperfusão é um sinal de falha circulatória iminente, geralmente secundária à hipóxia prolongada. As compressões devem ser realizadas a uma frequência de 100-120 por minuto, com profundidade de um terço do diâmetro anteroposterior do tórax. A relação compressão-ventilação é de 30:2 para um único reanimador e 15:2 para dois reanimadores. A desfibrilação é reservada para ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso), que são menos comuns em pediatria. A manobra de Heimlich é para obstrução de via aérea em pacientes conscientes; em inconscientes, inicia-se RCP.
A frequência correta das compressões torácicas em RCP pediátrica é de 100 a 120 compressões por minuto, com profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 4 cm para lactentes e 5 cm para crianças).
Deve-se iniciar a RCP em um paciente pediátrico com pulso se o pulso for menor que 60 batimentos por minuto e houver sinais de hipoperfusão (como palidez, cianose, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência), e se essa condição não responder à ventilação com pressão positiva.
Para um paciente pediátrico inconsciente com obstrução de via aérea superior, a manobra de Heimlich não é indicada. Deve-se iniciar imediatamente as compressões torácicas da RCP, pois cada compressão pode funcionar como uma manobra de desobstrução, além de manter a circulação.
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