PCR em Lactentes: Conduta Imediata e Compressões Torácicas

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Um lactente de 6 meses, sexo masculino, é levado no colo da mãe após engasgo. Encontra-se não responsivo e sem pulsos. Após chamar ajuda, a melhor conduta imediata, dentre as abaixo, é:

Alternativas

  1. A) Iniciar imediatamente compressões torácicas, entre 100 a 120 por minuto.
  2. B) Iniciar ventilações com bolsa-valva-máscara (BVM), em frequência de 40-60 por minuto.
  3. C) Administrar adrenalina na dose de 0,1 mg/kg da solução diluída 1:10.000.
  4. D) Levar até a sala de emergência e checar o ritmo antes de tomar alguma conduta.
  5. E) Intubação orotraqueal

Pérola Clínica

Lactente não responsivo, sem pulsos (engasgo) → Iniciar compressões torácicas (100-120/min).

Resumo-Chave

Em um lactente não responsivo e sem pulsos, a prioridade máxima é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade. A frequência recomendada é de 100 a 120 compressões por minuto, com profundidade de aproximadamente um terço do diâmetro anteroposterior do tórax. A ventilação e a administração de medicamentos vêm após o início das compressões.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em lactentes é uma emergência médica grave, frequentemente secundária a causas respiratórias ou choque. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para melhorar o prognóstico. Em um cenário de engasgo, a obstrução da via aérea pode levar rapidamente à hipóxia e, consequentemente, à PCR. Residentes e profissionais de saúde devem estar aptos a iniciar as manobras de reanimação sem demora. Ao encontrar um lactente não responsivo e sem pulsos, a primeira e mais importante conduta, após chamar ajuda, é iniciar as compressões torácicas. As compressões devem ser de alta qualidade: rápidas (100-120 por minuto), profundas (aproximadamente 4 cm ou um terço do diâmetro anteroposterior do tórax) e permitindo o retorno completo do tórax entre as compressões. A interrupção mínima das compressões é fundamental para manter a perfusão cerebral e coronariana. Embora a ventilação seja vital em PCR pediátrica (dada a etiologia respiratória comum), as compressões torácicas devem ser iniciadas imediatamente para garantir alguma circulação. A administração de adrenalina e a intubação orotraqueal são procedimentos avançados que vêm após o início do suporte básico de vida (compressões e ventilações). Levar o paciente para a sala de emergência para checar o ritmo antes de qualquer conduta atrasa o início da RCP, o que é inaceitável em uma situação de PCR.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência correta das manobras de reanimação em um lactente em PCR?

Após chamar ajuda e constatar a ausência de responsividade e pulsos, a sequência correta é iniciar as compressões torácicas, seguidas de ventilações. A relação compressão-ventilação é 30:2 para um único reanimador e 15:2 para dois reanimadores.

Qual a frequência e profundidade ideais das compressões torácicas em lactentes?

A frequência ideal é de 100 a 120 compressões por minuto. A profundidade deve ser de aproximadamente 4 cm, ou um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, permitindo o retorno completo do tórax entre as compressões.

Quando a adrenalina é indicada na PCR pediátrica e qual a dose?

A adrenalina é indicada após o início das compressões e ventilações, geralmente após o primeiro ciclo de RCP, se o ritmo não for chocável ou se o choque não for eficaz. A dose é de 0,01 mg/kg da solução 1:10.000 (0,1 mL/kg) via intravenosa ou intraóssea.

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