Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Durante um passeio no fim de semana, você presencia a retirada por um leigo de uma criança, de, aproximadamente, 4 anos que afogou-se em uma piscina. A mãe está desesperada e chorando muito, pedindo socorro. Você estimula a criança e ela não responde. Sendo você o único profissional de saúde qualificado para realizar um atendimento inicial de emergência no local, os seguintes procedimentos são indicados, de forma sistemática segundo as atuais recomendações internacionais e na ordem em que são apresentados:
Afogamento pediátrico → 5 ventilações de resgate iniciais antes das compressões torácicas.
Em casos de afogamento em crianças, a causa primária da parada cardiorrespiratória é hipóxia. Por isso, as diretrizes de reanimação priorizam as ventilações de resgate (5 iniciais) antes das compressões torácicas, diferentemente da PCR de origem cardíaca em adultos.
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental em crianças, e a parada cardiorrespiratória (PCR) resultante é frequentemente de origem hipóxica. Compreender as diretrizes de reanimação cardiopulmonar (RCP) específicas para este cenário é crucial para profissionais de saúde, especialmente em situações de emergência fora do ambiente hospitalar. A rápida intervenção com ventilações eficazes pode ser determinante para o prognóstico. A fisiopatologia do afogamento envolve a aspiração de líquido para as vias aéreas, levando à hipoxemia e acidose, que culminam na PCR. Por isso, as diretrizes internacionais de RCP pediátrica, como as da American Heart Association (AHA), enfatizam a prioridade das ventilações de resgate. A sequência correta visa restabelecer a oxigenação antes de focar na circulação, que já estará comprometida pela hipóxia prolongada. O tratamento inicial de uma criança afogada que não responde e não respira deve começar com a solicitação de ajuda e, em seguida, 5 ventilações de resgate. Se após as ventilações não houver sinais de circulação (pulso ou movimentos), inicia-se a sequência de compressões torácicas e ventilações na proporção adequada (30:2 para um socorrista ou 15:2 para dois). A qualidade das compressões e ventilações é vital para o sucesso da reanimação e para minimizar sequelas neurológicas.
Em afogamento pediátrico, a PCR é primariamente hipóxica, exigindo 5 ventilações de resgate iniciais antes das compressões, ao contrário da PCR cardíaca em adultos.
Devem ser realizadas 5 ventilações de resgate iniciais antes de iniciar as compressões torácicas, para tentar reverter a hipóxia e melhorar a oxigenação.
Após as 5 ventilações iniciais, a relação é de 15 compressões para 2 ventilações se houver dois socorristas, ou 30:2 se for um único socorrista.
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