SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Menino, 8 anos de idade, cai subitamente enquanto participava de partida de futebol na quadra de um clube que possui enfermaria bem equipada para suporte a torneios. Verificou-se que a criança não está responsiva. Considerando as recomendações, atualizadas em 2018, da American Heart Association e da Sociedade Brasileira de Pediatria, para a faixa etária pediátrica, indique os cinco passos iniciais, em sequência correta, a serem seguidos para reanimação dessa criança, conforme a cadeia de sobrevida.
Cadeia Pediátrica Extra-hospitalar → Prevenção, Acionamento, RCP precoce, Suporte Avançado, Cuidados pós-PCR.
A cadeia de sobrevida pediátrica extra-hospitalar prioriza a prevenção e o reconhecimento precoce, refletindo a etiologia predominantemente respiratória da PCR na infância.
A reanimação cardiopulmonar em pediatria é estruturada para abordar as particularidades fisiopatológicas da criança. A maioria das paradas cardíacas pediátricas não decorre de eventos cardíacos primários, mas sim de uma deterioração progressiva da função respiratória ou circulatória. Por isso, a cadeia de sobrevida extra-hospitalar enfatiza fortemente a prevenção. As atualizações da AHA e da SBP reforçam que, uma vez identificada a PCR, a compressão torácica deve ser iniciada rapidamente, mantendo uma frequência de 100 a 120 bpm e profundidade de cerca de um terço do diâmetro anteroposterior do tórax. O suporte avançado e os cuidados pós-ressuscitação visam minimizar a lesão neurológica e estabilizar a hemodinâmica.
Os cinco elos são: 1. Prevenção e reconhecimento precoce; 2. Acionamento do sistema de emergência; 3. RCP de alta qualidade imediata; 4. Suporte avançado de vida eficaz; 5. Cuidados pós-parada cardiopulmonar integrados. Essa sequência foca em evitar a progressão para a parada, que em crianças costuma ser o desfecho de insuficiência respiratória ou choque.
A principal diferença reside no primeiro elo. Enquanto no adulto o foco inicial é o reconhecimento e acionamento rápido (devido a causas súbitas cardíacas), na pediatria o foco é a prevenção de acidentes e doenças respiratórias, que são as principais causas de PCR nesta faixa etária.
Em casos de colapso súbito presenciado, a probabilidade de uma arritmia chocável (como FV ou TV sem pulso) é maior. Nestas situações, deve-se acionar o serviço de emergência e buscar um DEA imediatamente antes de iniciar a RCP, assemelhando-se ao protocolo de adultos.
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