PCR Pediátrica: Relação Compressão-Ventilação Correta

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um médico observou à sua frente, no ponto de ônibus, durante o trajeto para seu plantão, que uma criança, de aproximadamente 5 anos, subitamente agachou- -se, bastante pálida e sudorética, e desfaleceu. Em posse de sua máscara para ventilação boca-máscara, ele iniciou o primeiro atendimento à criança. Ela estava inconsciente, não apresentava movimentos torácicos e nem pulso carotídeo palpável. Solicitou, então, que alguém acionasse o Serviço de atendimento médico de urgência (SAMU) para que trouxesse um DEA (desfibrilador externo automático). Considerando a situação apresentada, qual das seguintes afirmativas é correta sobre a conduta a ser realizada?

Alternativas

  1. A) Realizar compressões torácicas de forma contínua, realizando concomitantemente uma ventilação a cada 2 ou 3 segundos, caso apareça um segundo socorrista.
  2. B) Realizar compressões torácicas e ventilação com a máscara, mantendo a relação de duas ventilações seguidas por 30 compressões.
  3. C) Realizar compressões torácicas em uma frequência mínima de 120 movimentos por minuto e máxima de 150 movimentos por minuto.
  4. D) Realizar compressões torácicas com pelo menos 6 e, no máximo, 8 centímetros de profundidade.
  5. E) Após chegada do DEA, e instalação das pás, manter as compressões torácicas e ventilação por, pelo menos, 2 minutos.

Pérola Clínica

PCR pediátrica (socorrista único) → 30 compressões : 2 ventilações, profundidade de 1/3 do tórax (aprox. 5 cm), frequência 100-120/min.

Resumo-Chave

Na Parada Cardiorrespiratória (PCR) pediátrica por um único socorrista, a relação correta de compressões torácicas para ventilações é de 30:2. As compressões devem ser realizadas com profundidade de aproximadamente 5 cm (1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax) e frequência de 100 a 120 por minuto.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em crianças frequentemente tem etiologia respiratória ou obstrutiva, diferentemente dos adultos, onde a causa cardíaca é mais comum. A rápida identificação e início da Reanimação Cardiopulmonar (RCP) são cruciais para melhorar o prognóstico neurológico e a sobrevida. O suporte básico de vida pediátrico segue diretrizes específicas adaptadas à fisiologia da criança. Ao identificar uma criança inconsciente, sem respiração e sem pulso, o socorrista deve acionar o serviço de emergência e iniciar imediatamente as compressões torácicas e ventilações. A qualidade da RCP é fundamental, com compressões eficazes (profundidade e frequência adequadas) e ventilações que promovam a elevação do tórax. As diretrizes atuais da American Heart Association (AHA) e outras sociedades recomendam uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto e uma profundidade de cerca de 5 cm para crianças. Para um único socorrista, a relação compressão-ventilação é de 30:2. Para dois socorristas, a relação é de 15:2. O uso precoce do Desfibrilador Externo Automático (DEA) é indicado assim que disponível, com a retomada imediata da RCP após cada choque.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de parada cardiorrespiratória em crianças?

Os sinais de PCR em crianças incluem inconsciência, ausência de respiração ou respiração agônica (gasping), e ausência de pulso palpável em grandes artérias como a carotídea ou femoral.

Qual a relação correta de compressões e ventilações na PCR pediátrica para um único socorrista?

Para um único socorrista em PCR pediátrica, a relação correta é de 30 compressões torácicas para cada 2 ventilações. Se houver dois socorristas, a relação muda para 15 compressões para 2 ventilações.

Qual a profundidade e frequência ideais das compressões torácicas em crianças?

As compressões torácicas em crianças devem ter uma profundidade de pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, o que corresponde a aproximadamente 5 cm. A frequência ideal é de 100 a 120 compressões por minuto.

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