HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Uma paciente com 9 meses de idade foi internada em uma Unidade de Urgência e Emergência com meningococcemia, evoluindo com sinais de deterioração clínica não responsiva ao tratamento instituído e parada cardiorrespiratória. A criança já está monitorizada e em superfície rígida. Assinale a alternativa correta a respeito da reanimação desse paciente:
RCP pediátrica com via aérea avançada: ventilar 1x a cada 2-3s (20-30 ventilações/min).
Em reanimação cardiopulmonar pediátrica, uma vez estabelecida uma via aérea avançada (tubo orotraqueal ou máscara laríngea), as compressões torácicas e as ventilações não precisam ser sincronizadas. A ventilação deve ser contínua, com uma frequência de 20 a 30 ventilações por minuto (uma ventilação a cada 2 a 3 segundos), para garantir oxigenação e ventilação adequadas sem interromper as compressões.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica é uma habilidade crítica para profissionais de saúde, especialmente em situações de emergência como a meningococcemia, que pode levar rapidamente à deterioração clínica e parada cardiorrespiratória em crianças. As diretrizes da American Heart Association (AHA) fornecem um protocolo padronizado para otimizar os resultados. A compreensão das particularidades da RCP em crianças, como as causas mais comuns de parada (respiratórias e circulatórias) e as diferenças nas relações compressão/ventilação, é fundamental. No contexto da RCP pediátrica, a prioridade é garantir uma oxigenação e ventilação adequadas, além de compressões torácicas de alta qualidade. A obtenção de uma via aérea avançada, como a intubação orotraqueal, permite uma ventilação mais controlada e eficaz. Uma vez que a via aérea avançada está estabelecida, as ventilações devem ser administradas de forma contínua, sem interrupção das compressões, a uma frequência de 20 a 30 ventilações por minuto (uma ventilação a cada 2 a 3 segundos), para evitar hiperventilação e garantir a oxigenação cerebral. Outros pontos importantes na RCP pediátrica incluem a administração precoce de epinefrina em ritmos não chocáveis e após o segundo choque em ritmos chocáveis, a identificação e tratamento de causas reversíveis (Hs e Ts), e a manutenção de uma FiO2 de 100% durante a reanimação. A pressão cricoide não é mais rotineiramente recomendada durante a intubação orotraqueal pediátrica devido à falta de evidências de benefício e ao risco de dificultar a intubação. O manejo da acidose metabólica com bicarbonato de sódio é reservado para situações específicas e não é uma medida de rotina na PCR.
Com uma via aérea avançada, a ventilação deve ser fornecida a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto, de forma contínua e assíncrona às compressões torácicas.
A epinefrina é indicada o mais rápido possível em ritmos não chocáveis (assistolia/atividade elétrica sem pulso) e após o segundo choque em ritmos chocáveis. A dose é de 0,01 mg/kg IV/IO, podendo ser repetida a cada 3-5 minutos.
Para crianças sem via aérea avançada, a relação compressão/ventilação é de 30:2 para um único reanimador e 15:2 para dois ou mais reanimadores, visando minimizar as interrupções nas compressões.
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