UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Menina, 2 meses de vida, internada com quadro de pneumonia comunitária grave, apresenta respiração em gasping e pulso central palpável. O médico assistente iniciou, com técnica correta, a ventilação com bolsa-válvula-máscara. Após, ela mantinha pulso central presente, FC = 55bpm, palidez cutâneo mucosa e o seguinte traçado à cardioscopia.Pode-se afirmar que, nesse momento, está indicado:
Lactente com FC < 60 bpm APÓS ventilação adequada → iniciar massagem cardíaca.
Em lactentes, a principal causa de parada cardíaca é a insuficiência respiratória ou choque. Se a bradicardia grave (FC < 60 bpm) persiste após ventilação com bolsa-válvula-máscara e oxigenação adequadas, a massagem cardíaca é a próxima etapa crucial na reanimação.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica difere da adulta, sendo a insuficiência respiratória e o choque as causas mais comuns de parada cardíaca em crianças. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico. A sequência de atendimento enfatiza a ventilação e oxigenação como prioridades iniciais. A bradicardia em lactentes, especialmente com frequência cardíaca abaixo de 60 bpm, é um sinal de alerta grave que geralmente precede a parada cardíaca. Se essa bradicardia persiste mesmo após a ventilação com bolsa-válvula-máscara e oxigenação adequadas, indica que a perfusão tecidual está comprometida e a massagem cardíaca deve ser iniciada imediatamente. O manejo agudo envolve a avaliação rápida do ABCDE, otimização da ventilação e oxigenação. Se a bradicardia grave não responde, as compressões torácicas devem ser iniciadas, seguidas pela administração de adrenalina e consideração de intubação orotraqueal, conforme as diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS).
Sinais incluem frequência cardíaca persistente abaixo de 60 bpm, palidez, cianose, pulsos fracos ou ausentes, e alteração do nível de consciência, mesmo após ventilação adequada.
A bradicardia persistente abaixo de 60 bpm, apesar de ventilação e oxigenação eficazes, indica falha circulatória iminente ou estabelecida, necessitando de compressões torácicas para manter a perfusão de órgãos vitais.
Em crianças, a principal causa de parada cardiorrespiratória é a insuficiência respiratória ou choque, que progressivamente leva à hipóxia e bradicardia, culminando em assistolia.
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