RCP Pediátrica: Técnica de Compressão e Diretrizes PALS

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Valentina, uma criança de 4 anos de idade, é trazida às pressas ao pronto-atendimento pelos pais após apresentar um episódio súbito de engasgo com um objeto pequeno, seguido de perda de consciência. Ao ser colocada na mesa de emergência, a equipe realiza a avaliação inicial e constata a seguinte situação: | Parâmetro Avaliado | Achado Clínico no Exame Físico | |:--- |:--- | | Nível de Consciência | Inconsciente (não responde a estímulos) | | Respiração | Ausente (apneia) | | Pulso Central (Carotídeo) | Não palpável após 10 segundos de verificação | | Coloração de Pele | Cianose central e extremidades frias | Imediatamente, a equipe inicia o protocolo de Reanimação Cardiopulmonar (RCP). De acordo com as diretrizes atuais de suporte avançado de vida em pediatria, a conduta correta em relação à técnica de compressão torácica é:

Alternativas

  1. A) Iniciar compressões com frequência de 60 a 80 por minuto, focando exclusivamente na expansão torácica completa sem se preocupar com a profundidade.
  2. B) Realizar compressões com frequência de 100 a 120 por minuto, garantindo profundidade de pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm).
  3. C) Executar compressões com frequência superior a 120 por minuto, com profundidade máxima de 2 cm para evitar traumas costais.
  4. D) Aplicar compressões com frequência de 80 a 100 por minuto, mantendo uma profundidade de metade (1/2) do diâmetro anteroposterior do tórax.

Pérola Clínica

RCP Criança → 100-120 bpm + Profundidade 1/3 diâmetro AP (~5 cm) + Retorno total do tórax.

Resumo-Chave

A técnica correta de RCP em crianças exige alta qualidade: frequência de 100-120/min e profundidade de 1/3 do diâmetro AP para garantir perfusão coronariana e cerebral eficaz.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é frequentemente secundária à falência respiratória progressiva ou choque, diferentemente da etiologia súbita cardíaca comum em adultos. A reanimação de alta qualidade é o pilar do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS). As diretrizes enfatizam minimizar interrupções, garantir a profundidade correta (1/3 do diâmetro AP) e a frequência de 100 a 120 bpm. Em crianças de 1 ano até a puberdade, a técnica pode ser realizada com uma ou duas mãos, dependendo do tamanho do paciente, sempre focando na eficácia da compressão.

Perguntas Frequentes

Qual a profundidade ideal da compressão em crianças?

Deve-se atingir pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, o que equivale a aproximadamente 5 cm (2 polegadas) em crianças de 1 ano até a puberdade.

Qual a relação compressão-ventilação na RCP pediátrica?

Com dois socorristas profissionais, a relação recomendada é de 15 compressões para 2 ventilações. Com apenas um socorrista, utiliza-se a relação de 30:2.

Como deve ser o retorno do tórax entre as compressões?

O retorno deve ser completo para permitir o enchimento diastólico do coração e a perfusão coronariana, evitando que o socorrista se apoie sobre o tórax do paciente.

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