UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
A qualificação de profissionais para o atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR) garante maior probabilidade de sucesso durante um episódio de PCR intra ou extra hospitalar. Em relação ao atendimento da criança durante um episódio de PCR, assinale a alternativa INCORRETA:
PCR pediátrica sem via aérea avançada: 1 socorrista = 30:2; 2 socorristas = 15:2.
A relação compressão/ventilação na PCR pediátrica varia conforme o número de socorristas. Com um socorrista, a relação é 30:2. Com dois ou mais socorristas, a relação é 15:2, para otimizar as ventilações em um cenário onde a causa da PCR é frequentemente respiratória.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere da PCR em adultos em sua etiologia e, consequentemente, em alguns aspectos do manejo. Em pediatria, a PCR é mais frequentemente de origem respiratória ou hipóxica, o que enfatiza a importância da ventilação adequada durante a reanimação. A qualificação dos profissionais para o atendimento à PCR pediátrica é crucial para melhorar os desfechos. Durante a reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica, é fundamental realizar compressões torácicas de alta qualidade: profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm), frequência de 100 a 120 compressões por minuto, permitindo o retorno completo do tórax e minimizando interrupções. Os ritmos chocáveis são a fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular sem pulso. Um ponto crítico e frequentemente questionado é a relação entre compressões e ventilações. Para crianças sem via aérea avançada, se houver apenas um socorrista, a relação é de 30 compressões para 2 ventilações. No entanto, se houver dois ou mais socorristas, a relação muda para 15 compressões para 2 ventilações, para otimizar a oferta de oxigênio. A adrenalina continua sendo a droga de escolha, na dose de 0,01 mg/kg EV/IO, repetida a cada 3-5 minutos.
Os ritmos chocáveis na PCR pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), que necessitam de desfibrilação.
As compressões devem ter uma profundidade de aproximadamente 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax (cerca de 5 cm) e uma frequência de 100 a 120 por minuto.
A dose de adrenalina é de 0,01 mg/kg, administrada por via endovenosa (EV) ou intraóssea (IO), e pode ser repetida a cada 3 a 5 minutos.
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