PCR Pediátrica: Condutas Essenciais na Reanimação

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2018

Enunciado

Na parada cardiorrespiratória em criança de 10 kg as condutas devem incluir, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Pedido de ajuda e de DEA (desfibrilador externo automático), se o atendimento for extra- hospitalar ou pedido de ajuda e carrinho de parada, se o ambiente for intra- hospitalar.
  2. B) Epinefrina (1mg/ml) - fazer 1 ml, via endovenosa ou intra-óssea, sem diluição.
  3. C) Ressuscitação cardiopulmonar com 30 compressões torácicas para 2 ventilações, quando houver um único socorrista e não houver via aérea definitiva, com interrupção das compressões durante as ventilações. Devem ser feitas 100 a 120 compressões torácicas / minuto.
  4. D) Ressuscitação cardiopulmonar com 15 compressões torácicas para 2 ventilações, quando houver dois socorristas e não houver via aérea definitiva, com interrupção das compressões durante as ventilações. Devem ser feitas 100 a 120 compressões torácicas / minuto.
  5. E) Ressuscitação cardiopulmonar com 100a 120 compressões torácicas / minuto e 1 ventilação a cada seis segundos, sem interrupção das compressões durante as ventilações.

Pérola Clínica

PCR pediátrica sem via aérea avançada: 30:2 (1 socorrista) ou 15:2 (2 socorristas). Epinefrina 0,01 mg/kg IV/IO.

Resumo-Chave

A proporção de compressões e ventilações na PCR pediátrica varia conforme o número de socorristas e a presença de via aérea avançada. A ventilação contínua a cada 6 segundos sem interrupção das compressões é reservada para pacientes com via aérea avançada (tubo orotraqueal ou máscara laríngea).

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere da PCR em adultos, sendo mais frequentemente de origem respiratória ou hipóxica. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para melhorar os desfechos. As diretrizes de reanimação pediátrica enfatizam a importância de uma RCP de alta qualidade, com compressões torácicas eficazes e ventilações adequadas, adaptadas à presença ou não de uma via aérea avançada. O manejo da PCR pediátrica inclui o pedido de ajuda, acionamento do serviço de emergência, início das compressões torácicas e ventilações. A epinefrina é o principal fármaco utilizado, administrada por via endovenosa ou intraóssea. A desfibrilação com DEA é indicada em ritmos chocáveis. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com as especificidades pediátricas, como as doses de medicamentos e as proporções de compressão-ventilação, para garantir um atendimento eficaz. Um ponto de atenção importante é a distinção entre a RCP com e sem via aérea avançada. A ventilação contínua é um erro comum quando não há via aérea avançada, pois as interrupções para ventilação são essenciais para a oxigenação. O conhecimento dessas nuances é vital para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência médica, onde a precisão nas condutas pediátricas é frequentemente testada.

Perguntas Frequentes

Qual a dose de epinefrina na PCR pediátrica e qual via de administração?

A dose de epinefrina na PCR pediátrica é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000 ou 1 mg/mL diluída) e deve ser administrada por via endovenosa (EV) ou intraóssea (IO).

Qual a proporção de compressões e ventilações na RCP pediátrica sem via aérea avançada?

Sem via aérea avançada, a proporção é de 30 compressões para 2 ventilações se houver um único socorrista, e de 15 compressões para 2 ventilações se houver dois ou mais socorristas. As compressões devem ser interrompidas para as ventilações.

Quando a ventilação contínua é indicada na RCP pediátrica?

A ventilação contínua, com 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações por minuto) sem interrupção das compressões, é indicada apenas quando a criança possui uma via aérea avançada estabelecida, como um tubo orotraqueal ou máscara laríngea.

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