INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Você está viajando de carro quando é parado por populares para ajudar em um acidente que acabou de ocorrer. Entre as vítimas está uma criança de 10 anos que foi ejetada para fora do carro. Após posicioná-la corretamente tomando o cuidado de proteger a coluna cervical você inicia a sua avaliação. A criança está em apneia e você não consegue palpar pulso carotídeo. Você então decide iniciar a reanimação cardiopulmonar. Assinale a alternativa que representa a proporção CORRETA de compressões/ventilações a serem realizadas durante a reanimação em cada caso apresentado:I- Você está sozinho.II- Você está com outro profissional de saúde com treinamento em RCP.III- Chegou o SAMU, o médico conseguiu entubar a criança e você se prontifica a ajudar.
RCP pediátrica: 30:2 (1 socorrista), 15:2 (2 socorristas), compressões contínuas + 8-12 vent/min (via aérea avançada).
As proporções de compressões/ventilações na RCP pediátrica variam conforme o número de socorristas e a presença de via aérea avançada. Para um socorrista, a proporção é 30:2. Para dois socorristas, é 15:2. Com via aérea avançada, as compressões são contínuas (100-120/min) e as ventilações são independentes (8-12/min).
A reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica é uma habilidade crítica para qualquer profissional de saúde, dada a alta morbimortalidade associada à parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças. Diferente dos adultos, onde a PCR é frequentemente de origem cardíaca, em crianças, a causa mais comum é a insuficiência respiratória ou choque, progredindo para PCR. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são vitais. As diretrizes de RCP pediátrica enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade e ventilações adequadas. A proporção de compressões para ventilações varia conforme o número de socorristas: para um socorrista, a proporção é de 30 compressões para 2 ventilações; para dois ou mais socorristas, a proporção é de 15 compressões para 2 ventilações. Essa diferença visa otimizar a ventilação quando há mais recursos humanos. Quando uma via aérea avançada (como um tubo endotraqueal) é estabelecida, as compressões torácicas devem ser contínuas, a uma frequência de 100 a 120 por minuto, sem interrupções para ventilações. As ventilações são administradas de forma independente, a uma taxa de 8 a 12 ventilações por minuto (uma ventilação a cada 5-6 segundos), garantindo oxigenação adequada sem comprometer o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano gerado pelas compressões.
Na RCP pediátrica, a causa mais comum de parada é respiratória, a proporção de compressões/ventilações para dois socorristas é 15:2, e a profundidade da compressão é de cerca de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax.
A criança estará inconsciente, em apneia ou com respiração agônica, e sem pulso palpável (carotídeo ou femoral em lactentes).
A via aérea avançada permite ventilações mais eficazes e independentes das compressões, otimizando a oxigenação e minimizando interrupções nas compressões torácicas.
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