PCR Pediátrica: Manejo de Ritmos e Doses de Epinefrina

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Uma pré-escolar de 4 anos, peso 15 kg, internada em enfermaria de cardiologia pediátrica, portadora de uma cardiopatia congênita, evoluiu com piora grave do desconforto respiratório. Pediatra de plantão, após avaliação clínica e análise de gasometria arterial, decide pela intubação orotraqueal e instalação de ventilação mecânica assistida. Na sequência, a menor evoluiu com parada cardiorrespiratória (PCR). Em relação à PCR, analise as assertivas abaixo:I. Caso o monitor demonstre assistolia, a dose de epinefrina endovenosa, na diluição 1:1000, deverá ser de 0,1 ml por quilo de peso da menor.II. Se o monitor evidenciar uma taquicardia ventricular e a menor estiver sem quaisquer pulsos palpáveis, está indicado, de imediato, o uso de epinefrina, na diluição 1:1000, na dose de 0,1 ml por quilo de peso da menor.III. Uma vez que o monitor demonstre que a menor está em fibrilação ventricular, deve-se realizar a cardioversão numa carga de 1,5 J/Kg de peso da menor.Podemos afirmar que

Alternativas

  1. A) todas estão corretas.
  2. B) todas estão incorretas. 
  3. C) existe apenas uma correta. 
  4. D) existe apenas uma incorreta.
  5. E) a II está correta.

Pérola Clínica

PCR pediátrica: FV/TV sem pulso → Desfibrilação 2 J/kg. Assistolia/AESP → Epinefrina EV 0,01 mg/kg (1:10000).

Resumo-Chave

Em PCR pediátrica, a identificação do ritmo é crucial. Ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso) requerem desfibrilação imediata, enquanto ritmos não chocáveis (assistolia/AESP) demandam epinefrina e RCP de alta qualidade. As doses e diluições da epinefrina são específicas para cada via.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é uma emergência crítica, frequentemente de origem respiratória ou circulatória, e seu manejo eficaz é vital para a sobrevida e prognóstico neurológico. A identificação rápida dos ritmos de PCR e a aplicação das intervenções corretas, conforme as diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support), são fundamentais para residentes e profissionais de saúde. O manejo da PCR pediátrica exige conhecimento preciso das doses de medicamentos e da energia de desfibrilação. A epinefrina é a droga de escolha para ritmos não chocáveis (assistolia e AESP) e para ritmos chocáveis refratários após a desfibrilação inicial. A diluição correta (1:10000 para EV) e a dose (0,01 mg/kg) são cruciais para evitar erros de medicação. A desfibrilação é a intervenção primária para fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso, com uma dose inicial de 2 J/kg, que pode ser escalonada. É importante diferenciar a desfibrilação da cardioversão sincronizada, que é reservada para taquiarritmias com pulso e instabilidade hemodinâmica. A prática constante e o conhecimento das diretrizes atualizadas são essenciais para otimizar os resultados na PCR pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada cardíaca em pediatria e suas condutas iniciais?

Os ritmos são assistolia, atividade elétrica sem pulso (AESP), fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). FV e TVSP são chocáveis (desfibrilação), enquanto assistolia e AESP são não chocáveis (epinefrina e RCP).

Qual a dose e diluição correta de epinefrina endovenosa na PCR pediátrica?

A dose correta de epinefrina endovenosa é de 0,01 mg/kg (equivalente a 0,1 mL/kg da diluição 1:10000). A diluição 1:1000 é 1mg/mL, e 1:10000 é 0,1mg/mL, sendo esta última a preferencial para uso EV em PCR.

Como diferenciar cardioversão de desfibrilação e quando cada uma é indicada?

A desfibrilação é um choque não sincronizado para ritmos de PCR (FV/TVSP). A cardioversão é um choque sincronizado para taquiarritmias com pulso e instabilidade hemodinâmica, como taquicardia supraventricular ou fibrilação atrial.

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